Durante sua passagem, a reportagem esteve no gabinete do prefeito Daniel Bertholdi (PSDB) para falar sobre os problemas da cidade, mas o gestor não apresentou nenhuma resposta concreta. Embora já esteja no quarto ano de seu mandato, creditou questões à ineficiência de gestões passadas e fez promessas de atuação, sem apresentar meios ou datas para tanto. Sobre o completo abandono da rodoviária, por exemplo, afirmou que não poderia reestruturar o local sem a permissão do DER (Departamento de Estradas e Rodagem) pois, segundo ele, o prédio era propriedade do órgão.
“Aquela rodoviária pertence ao DER. Eu estive no DER em Passos para saber se a gente poderia montar um projeto para mudar paredes, fazer adaptações para levar alguns departamentos da Prefeitura para lá, mas eles disseram que eu não posso mexer em nada”, disse ao Comércio.
A reportagem entrou em contato com o DER, em Passos, para falar a respeito e a informação do prefeito foi desmentida.
“Não. Esse prédio não é nosso. Rodoviária nenhuma pertence ao DER. O departamento faz é manutenção de rodovias. Eu não sei nem mesmo onde é a rodoviária de Capetinga e não poderia nem estar dando entrevista a respeito, porque desconheço a realidade do local”, disse o engenheiro do departamento em Passos, Nélio Costa.
Sobre a quadra poliesportiva, o prefeito foi enfático ao dizer que reformas foram feitas no local e afirmou que a limpeza é feita pela Prefeitura “de vez em quando” - contrariando o que foi constatado no local e os relatos dos moradores. “Fui eu quem construí e entreguei em perfeitas condições, em 2004. A administração passada foi quem abandonou ali. Talvez porque tenha sido eu quem construiu”, disse, embora esteja em seu quarto ano de mandato.
Por fim, ao falar sobre a falta de manutenção no campo de futebol, pôs em voga a falta de verba e a crise. “Nós reformamos as áreas mais necessárias. A Prefeitura não tem dinheiro para fazer tudo. De 2015 para cá, nossa arrecadação caiu de R$ 1,2 milhão para cerca de R$ 950 mil.”
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