Ela, que desafiou a medicina com sua força e capacidade de superação, morreu aos 63 anos
Morreu no dia 20 de janeiro, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Joaquim/Unimed, a senhora Sueli Lemos Silva, depois de três anos de luta contra um câncer.
Deixou, viúvo, Gilberto Silva. Tiveram 42 anos de casamento, quatro filhos (Gislene, casada com Xavier Wattfy; Renata, casada com Welson Magalhães; Tatiane; Igor, casado com Juliana) e quatro netos (Maria Eduarda, Mateus, Victor Hugo, Lucas Murilo).
Ainda jovem, trabalhou em cartonagem. Depois de casada, passou a cuidar de sua casa e dos filhos que foram chegando. “Mamãe cumpriu todos os papeis reservados a uma mulher de verdade, com dedicação, responsabilidade e, sobretudo, imensa alegria. Foi ótima filha, ótima mãe, ótima esposa, excelente dona de casa, educadora gentil e maravilhosa avó”, disse Tatiane, sua filha.
Enquanto Gilberto trabalhava como representante comercial de calçados do grupo Jacometti para prover o sustento dos seus, Sueli cuidava da casa e dos filhos. “Foi, e dizemos isso com muita gratidão a tudo que ela significou para nós, a aconselhadora de todas as horas, a presença forte que nos auxiliava a resolver todos os problemas, o ponto de equilíbrio da família toda”, disse a filha Renata.
Como outras marcas de personalidades, Sueli cultivava a alegria e a força perante adversidades. “Suportava heroicamente qualquer atribulação, inclusive a dor. Os médicos que a acompanharam durante o período da doença, e que lhe deram apenas três meses de expectativa de vida quando diagnosticaram a doença, surpreenderam-se com sua resistência e vontade de viver. Um deles disse, certa vez, que mamãe desafiava a medicina, e é verdade. Os três meses se transformaram em três anos, quando finalmente seu corpo não suportou mais”, disse Tatiane.
Renata considerava diferenciada a forma da mãe demonstrar contentamento diante de situações, ou de pessoas, grande exemplo para todos que com ela conviveram. “Ela dizia ‘grata’, em lugar de ‘obrigada’. Aprendemos que ela se sentia realmente reconhecida a quem lhe fazia algo de bom, ou lhe prestava um favor, ou lhe dava conforto. Era essa a palavra — ‘grata’ — que dizia ao médico Marcelo Moricochi, que a acompanhou com respeito e competência durante sua doença, também a todos que lhe desejavam saúde e restabelecimento”, completou Renata.
Sueli era excelente cozinheira e quituteira. Dizia, quando estava na cozinha, preparando delícias para seus, que ali era verdadeiramente feliz. “Nasceu para ser mulher na plenitude. Fez meu pai feliz; fez o mesmo para filhos e os netos. Superou-se em tudo. Não há como esquecer nada do que nos ensinou. Apesar das lições de coragem que deu nos últimos anos de sua vida, vamos nos lembrar dela, por todo o sempre, pela alegria e presença motivadora. Somos gratos a ela”, concluiu a filha.
O velório aconteceu no São Vicente de Paulo. Na oportunidade, a filha Renata falou sobre as qualidades da mãe e orou por seu espírito. O sepultamento aconteceu dia 21, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, com serviços da Funerária São Francisco.
Sueli foi sepultada dia 21, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras
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