Um desentendimento entre um médico e uma paciente no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” virou caso de polícia. Na manhã dessa quarta-feira, uma dona de casa de 44 anos procurou por atendimento e foi examinada por um médico de 32 anos. Queixando-se de dores na cabeça, ela não concordou com o diagnóstico do profissional, amassou a ficha médica e a empurrou contra ele, que a segurou pelo braço e a levou para fora da sala.
Segundo a dona de casa, o atendimento foi rápido, mas ineficaz. “Reclamei de uma dor na cabeça, e não de cabeça. É diferente. Ao invés de me examinar, o médico apenas fez uma receita e sequer explicou o motivo de não fazer uma radiografia, como eu tinha pedido”, disse.
A paciente insistiu para ser melhor examinada e ouviu do homem que deveria ir a um neurologista e uma pergunta que lhe soou irônica. “Ele me perguntou se eu estava com a cabeça quebrada para fazer o exame”, disse. Irritada, a mulher pegou a ficha com a receita e a jogou no homem, que reagiu e a segurou pelo braço, levando-a para fora da sala enquanto, segundo ela, a chamava de vagabunda.
O médico chamou a Guarda Civil, que os conduziu à delegacia. “Me arrependo de ter feito essa besteira. Deveria ter feito igual todo mundo: pegar a receita e ir embora. Mas fiquei muito nervosa com o pouco caso dele”, afirmou a dona de casa.
O outro lado
Procurado pela reportagem, o médico se mostrou indignado com a reação da paciente e negou que tenha reagido à agressão e a xingado. “Nada indicava que eu deveria pedir uma radiografia. Quando a examinei, os sinais vitais eram estáveis. Orientei que fosse a um neurologista para pedir exames específicos, e ela me agrediu. Por isso, a segurei pelo braço e a levei para fora. Quero que ela responda por esse desacato, e vou com isso até o fim.”
O caso foi registrado no 5º Distrito Policial, responsável pela área do PS Municipal, e será investigado.
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