Morreu na Santa Casa de Misericórdia de Franca, na tarde de ontem, quinta-feira (21), Sebastião Batista de Jesus, aos 85 anos. Em sua residência, dia 4, sofreu parada cardiorrespiratória e foi imediatamente levado à Santa Casa. Reanimado no caminho, desfaleceu com problemas respiratórios. Já no hospital, outra parada cardíaca. Técnicas de ressuscitação foram aplicadas com sucesso e ele foi internado. Ontem enfrentou agravamento do quadro cardíaco em função de enfisema pulmonar. A idade não lhe permitiu reagir mais.
Nasceu em Santa Maria do Suacui (MG), em propriedade rural. Lá conheceu a moça que se tornaria sua mulher por 71 anos, Maria de Souza Martins. Casaram-se, ambos com 14 anos. Em busca de melhores dias e sustento para a família que crescia, dirigiram-se para onde havia trabalho. Atuaram em Palotina (PR), em regiões do Mato Grosso (MT), em propriedade rurais do Paraguai e novamente voltaram ao Mato Grosso. Atuaram entre uma e duas décadas em cada lugar.
Do enlace, tiveram oito filhos (Francisco, falecido, primeiro casamento com Ninha e, segundo casamento, com Sônia; Joel, casado com Lia; Ismael, casado com Josinete; Geovane, casado com Magda; Edna, casada com Aparecido Santos; Edson, primeiro casamento com Lourdes e segundo casamento com Daiane; Renata, casada com Jair Conte; Edineia, casada com Francisco Ferreira Filho), 25 netos (Nelson, Adriano, Francielli, Andreia, Cláudia, Tiago, Taís, Wagner, Walter, Kelly, Lorena, Eduarda, Leandro, Adriano, Juninho, Poliana, Kemeli, Wendy Willy, Nicole, Maitana, Hellen, Maike, Ericson, Zainer, Dionata), 10 bisnetos e tataranetos.
Aposentados há cinco anos, Sebastião e Maria vie-ram para Franca, residir em casa próxima à da filha Edineia, empregada na produção de calçados. “Meu pai era um homem simples, bom pai, marido exemplar. Cuidei deles, e, agora, cuidarei da minha mãe. Ela, quando aconteceu a morte dele, teve que ser internada ao receber a notícia, demonstrando que, apesar dos mais de 70 anos que viveram juntos, o amor e o carinho de um pelo outro continuava igual ao de quando se conheceram”, disse ela.
O neto Edson via no avô a alegria de uma vida bem vivida, embora dura e dificultada pela idade e pela doença. “Era brincalhão e muito engraçado. Adorava contar ‘causos’. Um, aliás, não tem quem com ele conviveu que não tenha ouvido, pelo menos uma centena de vezes, o da bala que lhe atiraram, e ele a recebeu dividindo-a ao meio usando um facão, sem se ferir. Vai ser muito difícil não tê-lo mais para nos alegrar.”, completou.
O velório é no São Vicente de Paulo. O sepultamento será realizado hoje, 10 horas, no Cemitério Santo Agostinho, com serviços da Funerária Francana.
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