O contraste entre as cidades, as pessoas e a natureza dá o tom na mostra do Acervo Permanente do Laboratório das Artes, que ficará aberta até o dia 2 de março. No hall de exposição, sob o olhar da curadora Atalie Rodrigues, essa diversidade se divide em ambientes e é explorada por elementos como a intensidade das cores, sutileza do preto-branco e o impacto do tempo.
“Temos exemplares que foram pintados em 1972, como as gravura de um pássaro na janela, de Lydia Okumura - e outros de 2014, como a paisagem urbana por Flávio Bassani”, disse Atalie. Ainda de acordo com ela, a passagem do tempo se torna mais evidente em obras cujo tema seja a paisagem urbana. “Mas o mais interessante é a diversidade que conseguimos. Como temos, praticamente, uma obra por artista, é possível identificar diversos estilos dentro da Arte Moderna. Os visitantes terão opções de propostas abstratas bem como figurativas.”
Os interessados em visitar o acervo o poderão fazer de segunda a sexta-feira, das 10 às 12 horas e das 14 às 17 horas, de forma gratuita. O laboratório das Artes fica na rua Cuba, 1.099, no Jardim Consolação. Visitas em grupo podem ser agendadas pelo 3722-5004.
Os artistas
Das mais de 300 peças que compõem todo o acervo do Laboratório das Artes, 33 foram escolhidas para compor a atual mostra. Assinam as obras os artistas: André de Miranda, Angela Leite, Carlos Palladini, Christina Parisi, Cláudio Tozzi, Denise Muller, Fernando Lemos, Flávio Bassani, Flávio Império, Garibaldi, George Gutlich, Hélvio Lima, Inos Corradin, Ivo Indiano, Lucilia Abrhão, Lydia Okumura, Lúcio Kume, Luisa Libardi, Norberto Stori, Nori Figueiredo, Paulo César Pereira, Paulo Cheida Sans, Paulo Menten, Paulo Miranda, Renato Rea, Rodolfo Chiaverini, Rubem Gerchman, Sérgio Kal e Ubirajara Ribeiro.
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