Projeto de Alexandre ameaça atendimento de 477 crianças carentes


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Padre Ovídio de Andrade, da Pastoral do Menor, no programa Hora da Verdade, ao vivo, na rádio Difusora
Padre Ovídio de Andrade, da Pastoral do Menor, no programa Hora da Verdade, ao vivo, na rádio Difusora

Um projeto de autoria do prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) pode colocar um fim no atendimento prestado por três das mais tradicionais entidades de assistência da cidade.
Pelo projeto, que deve ser votado em sessão extraordinária amanhã na Câmara, a Pastoral do Menor, o Ceprol (Centro Promocional Nossa Senhora de Lourdes) e a Infacape (Instituição Família Caetano Petráglia) deixarão de receber mais de R$ 662 mil em subvenções da Prefeitura.

Sem os recursos municipais, as três instituições não terão condições financeiras de manter o atendimento. No caso do Ceprol, o corte significará o fim das atividades no Centro da cidade. Na Infacape, serão 180 vagas fechadas das atuais 280. Na Pastoral, também deixarão de ser atendidas 150 crianças. Ao todo, o corte atingiria 477 famílias.

A proposta do prefeito é direcionar a verba destinada às três entidades para outras duas, a Ijepam e a Amafem, que não tem histórico de atendimento infantil.
Para o presidente da Pastoral, o padre Ovídio de Andrade, a medida é uma traição. “Me sinto traído pelo governo e pelos vereadores. Foi uma facada não só em mim mas nas famílias atendidas”, disse durante participação ao vivo no progarama Hora da Verdade, da rádio Difusora AM.

As famílias atingidas prometem protestar no plenário da Câmara nesta sexta-feira para pressionar os vereadores a votar contra o projeto. 

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