Falta senso crítico a Alexandre Ferreira


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A qualquer administrador, seja ele público ou da iniciativa privada, exige-se que tenha senso crítico, além de responsabilidade no trato com o dinheiro e imparcialidade no tratamento com os seus subordinados. São três qualidades, entre várias outras, que garantem o bom andamento da administração. Não há empresário no mundo que persiga aqueles que apontam falhas em sua conduta, permitindo que elementos danosos ao seu negócio sejam mantidos no posto. Mas no serviço público, vê-se que as coisas são bem diferentes. Mesmo com as denúncias e indícios mais do que robustos de improbidade, nossos governantes insistem em agir parcialmente diante de uma realidade real de bancarrota. As administrações municipais, assim como a federal e as estaduais, são comandadas, na maioria dos casos, como se fossem verdadeiros feudos dos governantes de plantão.
 
Em Franca, o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) dá seguidas provas de que pertence a este último grupo. Incapaz de tomar uma decisão sensata, principalmente quando envolve o dinheiro dos cofres públicos (que são abastecidos com os nossos impostos), o chefe do Executivo francano tem se notabilizado por uma administração autocrática, que flerta com a ilegalidade e a imoralidade. Além de manter em seus cargos alguns assessores próximos investigados por irregularidades e alvos de processos na Justiça, Alexandre ainda mantém como seu líder na Câmara o vereador que desferiu um tapa na cara de um munícipe dentro do plenário. Por isso é que, nos últimos três anos, vemos a situação do município chegar hoje a um ponto onde a maioria dos francanos conta nos dedos os dias que faltam para o fim do mandato do prefeito.
 
Agora, Xandão consegue se superar punir um servidor (concursado) que, usando uma rede social, critica alguns dos seus atos. Flávio Henrique Alves acaba de tomar uma suspensão de quatro dias, acusado de publicar textos ‘desrespeitosos’ envolvendo a Prefeitura e autoridades municipais. Mais uma vez, o prefeito investe contra quem aponta falhas no seu trabalho, tendo sido derrotado pelo menos duas vezes na Justiça quando tentou punir uma cidadã e uma servidora. Em vez de tentar aprender com o erro, Alexandre Ferreira os repete, tentando impor-se pelo terror sem procurar exercitar um senso crítico, buscando identificar e reconhecer as suas falhas. Nisso tudo, um aspecto deve ser exaltado: que ações como esta sirvam de aprendizado, mostrando a quem for sucedê-lo o que não se deve fazer, já que ele dificilmente conseguirá a reeleição pela qual tanto sonha. Franca dificilmente irá manter por mais quatro anos aquele que tantos prejuízos causou ao município.
 
 
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