Mãe e avó, Anadir Gonçalves Gimenes foi determinante na vida de sua família


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Morreu no dia 10 de janeiro, na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital São Joaquim/Unimed, a senhora Anadir Gonçalves Gimenes, de tradicional família do bairro Santa Rita, em Franca. Tinha 67 anos. Chegava ao fim a luta de uma vida convivendo com problemas cardíacos diagnosticados cerca de 40 anos antes. Anadir, sempre acompanhada pelo cardiologista Rossini Rodrigues Machado, superou cirurgia e dois AVCs, mas não sem deixar sequelas que lhe roubaram parte dos movimentos. “Ela perdeu alguma capacidade física, mas nunca perdeu sua alegria de viver nem a capacidade de fazer felizes todos os que com ela conviveram”, disse seu marido, Nilton Marcos Gimenes. Na data de sua morte, seu corpo, também apenado por diabetes, registrou falência múltipla de órgãos.

Veio para Franca com os pais e família de 13 irmãos, ainda muito jovem, deixando Pains (MG), sua terra natal, para trás. Dona de virtudes na cozinha e em trabalhos manuais — bordava e costurava —, era alegre e fazia amizades com grande facilidade. Tudo isso ajudou a conquistar o francano Nilton. Casaram-se e tiveram, até sua morte, 46 anos de feliz matrimônio.

Do enlace, dois filhos, Marcos, casado com Luzia e Raquel, casada com José Alexandre Martins. A neta Maria Carolina, filha de Raquel, Anadir e Nilton “adotaram” como se fosse filha. Outros netos foram chegando (Murilo, Nilton, as gêmeas Maria Fernanda e Maria Isabel, Pedro Henrique) e ampliando a capacidade de se superar da avó, que nunca abriu mão de “corujá-los”.

Nilton não poupou elogios à mulher”Ela era a melhor de todas as mulheres, esposa querida, mãe e avó exemplar. Ninguém excedia sua capacidade de se dar à família, sempre atenta aos mínimos desejos que pudéssemos ter”, disse ele. Maria Carolina, hoje estudando Psicologia por vocação e apoio integral dos avós, conta que Anadir nunca poupou esforços para incentivá-la ao estudo e a “ser alguém na vida”. “Desde os tempos do ensino fundamental, abria nossa casa tradicional do bairro Santa Rita para estudos de grupo, e meus companheiros de escola, tendo a oportunidade, nunca deixaram de aparecer também porque sabiam das delícias que ela faria para nossos lanches”. Nilton disse que essa era a forma com que Anadir atuava para manter a neta “quase filha” focada no projeto de formá-la da melhor maneira que pudesse.

Carolina completa que a avó trabalhou muito, a vida inteira. “Se há palavras que a definam, são superação e dedicação. Nunca se deixou abater por seus problemas de saúde. Ao contrário. Manteve-se sempre vaidosa. Uma manicure a visitava toda semana para fazer-lhe as unhas. Aliás, vaidosa e festeira. Pediu-nos, uma vez, uma festa, e todos participamos para lhe dar essa alegria, inclusive com buffet. Ficou muito feliz”, disse. Nilton disse que Anadir não conseguia caminhar cem metros sem se cansar muito, mas não havia distância que ela não percorresse, e rapidamente, se alguém da família dela necessitasse.’

Foi velada no São Vicente de Paulo e sepultada dia 11 de janeiro, no Cemitério Santo Agostinho, com serviços da Funerária Francana. Dia 16 aconteceu missa por intenção de sua alma na Igreja de Nossa Senhora das Graças. Anadir Gimenes foi sepultada no Cemitério Santo Agostinho dia 11 de janeiro.

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