Franca registra 2 casos suspeitos de zika


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Transmissão que acontece através do Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue e da febre chikungunya, acende sinal de alerta contra doença que pode estar relacionada à microcefalia e à síndrome Guillain-Barré
Transmissão que acontece através do Aedes aegypti, mesmo transmissor da dengue e da febre chikungunya, acende sinal de alerta contra doença que pode estar relacionada à microcefalia e à síndrome Guillain-Barré
Franca tem dois casos suspeitos do zika vírus. A informação foi confirmada, na tarde de ontem, pelo diretor municipal de Vigilância em Saúde, José Conrado Netto. Uma das vítimas, um corretor de 52 anos que mora na Vila Aparecida, está internado na Santa Casa desde o dia 24 de dezembro. O outro, também um homem, foi hospitalizado nesta semana. Os dois casos entraram para a lista de suspeitos depois que os pacientes apresentaram sintomas da síndrome de Guillain-Barré, que pode ser causada em decorrência do zika vírus. 
 
“Realizamos o exame de zika no primeiro paciente em dezembro, pois ele apresentava sintomas da Guillain-Barré, que pode ter relação com o vírus. Já no caso do segundo paciente, tomamos conhecimento apenas hoje (ontem), quando ele foi hospitalizado com os mesmos sintomas”, disse Conrado Netto.
 
Apesar das suspeitas, o diretor disse não acreditar que os casos serão confirmados, pois os pacientes não teriam viajado ou tido contato com pessoas infectadas pelo zika vírus. “Ainda não encontramos o vírus na cidade e, por isso, acredito que as suspeitas não serão confirmadas. Apesar disso, a população precisa continuar ciente e eliminar os criadouros do mosquito para evitar tanto o zika, como a dengue e a febre chikungunya”, completou.
 
O zika vírus, que tem relação com a microcefalia - condição neurológica rara em que a criança nasce com a cabeça menor que o ideal -, também pode provocar a síndrome de Guillain-Barré. A síndrome é uma doença neurológica caracterizada por fraqueza progressiva nas pernas, acompanhada de paralisia muscular. Em geral, a doença evolui rapidamente, atinge o ponto máximo de gravidade por volta da segunda ou terceira semana e regride devagar.
 
Sintomas
Com sintomas parecidos com a dengue e a febre chikungunya, o zika vírus, na maioria dos casos, é mais brando e, por isso, muitas vezes não é diagnosticado. De acordo com Conrado Netto, a febre apresentada é mais leve, assim como a coceira, vermelhidão e dores nas articulações. Já a vermelhidão nos olhos, que normalmente é confundida com conjuntivite, é mais intensa.
 
“Os sintomas são mais leves no caso do zika e muitos pacientes acabam não procurando atendimento médico. Se alguns desses sintomas forem observados, mesmo que com menor intensidade, a indicação é procurar imediatamente uma unidade de saúde.”
 
Chikungunya
Na semana passada, Franca confirmou o primeiro caso positivo de febre chikungunya, também transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Por tratar-se de um caso importado, já que a vítima teria contraído a doença enquanto passava uma temporada na região de Maceió, Alagoas, o diretor de Vigilância o desconsidera como um caso confirmado na cidade. “Também temos um caso suspeito da febre chikungunya mas, assim como no caso do zika, o resultado deve demorar algumas semanas para ficar pronto”, disse.
 
No último dia 15, o Ministério da Saúde confirmou as três primeiras mortes por febre chikungunya. Duas foram registradas na Bahia e uma no Sergipe. Essa foi a primeira vez que mortes no Brasil em decorrência de chikungunya, cujo vírus foi identificado no país em 2014, foram confirmadas. 

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