Motorista é sequestrado e espancado em rodovia


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Trecho da rodovia João Traficante, entre Franca e Ibiraci (MG), onde motorista foi rendido por dupla de assaltantes
Trecho da rodovia João Traficante, entre Franca e Ibiraci (MG), onde motorista foi rendido por dupla de assaltantes
“O tempo foi passando e minha preocupação aumentava. Estava com medo, porque ele não chegava. Rezei tanto... Logo veio a ligação: mais uma vez, ele tinha sido roubado ao atender um chamado para rebocar um carro que estragou, com seu guincho.” Foi assim que uma mulher de 43 anos definiu a sensação que teve ao saber que seu marido, um motorista de 59 anos, foi assaltado, agredido e sequestrado. O crime foi na madrugada de ontem, na rodovia João Traficante, que liga Franca a Ibiraci (MG).
 
Por volta de meia-noite, o telefone de um dos proprietários de uma empresa de guinchos tocou. Ele passou o reboque de um GM Ipanema para seu sócio, que saiu de sua casa, na Vila Tótoli, para buscar o veículo na rodovia João Traficante. Lá, ao descer de seu Ford Cargo 815, de placas DKB-3948, foi rendido pelos dois homens que o aguardavam.
 
À polícia, a vítima afirmou que viu um objeto de cor preta na mão de um dos assaltantes, que acredita ser uma arma. O motorista foi agredido com socos na cabeça e jogado pelos bandidos na cabine do caminhão. Para que ele não visse o rosto dos bandidos nem para onde estava sendo levado, teve a cabeça tampada com uma blusa.
 
Segundo a mulher, o motorista foi deixado em uma propriedade 14 quilômetros para frente de onde foi sequestrado. “Amarraram meu marido em uma cerca e o largaram lá. Ele conseguiu se soltar e foi pedir ajuda em um sítio. Os ladrões fugiram com o caminhão, seu celular e a carteira. Até agora, não soubemos nada sobre o nosso veículo nem sobre o carro que precisava ser guinchado”, disse.
 
Com a ajuda de um casal, o homem acionou a Polícia Militar. Diligências foram feitas nas imediações, mas os assaltantes não foram encontrados. O motorista, que trabalha no ramo de guinchos há 20 anos, sofreu ferimentos na cabeça e nas mãos devido às agressões. 
 
Ontem, foi levado pela mulher a um médico. “Ele receitou remédios para que meu marido se acalmasse e dormisse. Ficou muito assustado e abatido com o que aconteceu. Onze anos atrás, houve um roubo parecido. Foi do mesmo jeito: chamaram, na mesma rodovia, e o assaltaram. Depois, o jogaram em um buraco. Graças a Deus, nada mais grave aconteceu e meu marido está aqui.”
 
O caso foi registrado no Plantão Policial e será investigado pelo 3º Distrito Policial.

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