Nos inspiramos nele para construir nossas vidas”
Morreu hoje, terça-feira, dia 19, por volta de 7 horas, em sua casa, o senhor José Raimundo, “seu Juca”, como era conhecido em Franca e em Cássia (MG), sua terra natal. Enfrentou, há alguns dias, mais uma de muitas sessões de quimio e radioterapia a que se submeteu para tratamento de câncer. “Ele vinha razoável, como poderia estar uma pessoa de sua idade submetida a tratamentos severos” disse Renato, um de seus filhos, fundador e diretor do grupo Stickfran. Ontem “seu Juca” morreu, cercado do carinho dos seus.
A doença, insidiosa, já havia atormentado Juca há 16 anos. Conseguiu superar. A recidiva que o levou à morte foi diagnostica há cerca de cinco anos. “Cuidamos de papai no Hospital do Câncer de Barretos e de Franca. Não é possível agradecer a tantos profissionais que deram o melhor de si para melhorar a qualidade de vida dele, mas declaro o respeito de nossa família aos médicos Ricardo Barbosa, José Reinaldo de Paula Tasso, de Franca; e ao médico Maciel e à assistente social Cecília Fernandes, de Barretos.”, disse o filho.
Juca conheceu e se casou com Maria Deolina, natural de São João Batista do Glória, em Cássia. Ela fica viúva após 55 anos de enlace. Tiveram quatro filhos (Ronilson, casado com Ana Maria; Romildo, casado com Aparecida; Roberto; e Renato, casado com Larissa), todos nascidos em Cássia. Também, avós de sete netos (Robson, Maikon, casado com Maria Rita; Naiara, Micaela, Matheus, Vinícius e Maria Clara).
Em 1967 a família decidiu se mudar para Franca (SP). Era o desejo de Juca e Maria que os filhos, em cidade de maior porte, alcançassem formação profissional e trabalho. Em Franca, Juca se empregou em postos de combustíveis, área na qual tinha atuado em Cássia. Trabalhou nos postos Caçula, Jofer e Cruzeiro. Neste último, aposentou-se. Os filhos mais velhos empregaram-se em oficinas mecânicas. Mais tarde, tiveram seus próprios negócios na mesma área. Renato, o mais novo, foi empacotador de supermercado e office-boy em escritório de contabilidade. Tornou-se, depois, representante comercial de componentes para calçados, e fez da área seu foco de vida. Mais alguns anos, fundou e dirige, hoje, o grupo Stickfran, referência nacional da área de componentes. Trabalhando com ele estão dois de seus irmãos.
“Meu pai foi um homem simples, dedicado ao trabalho e à família. Ensinou-nos que o trabalho é o caminho para uma vida plena. Inspiramo-nos nele para construir nossas vidas”, disse Renato. “Em todos os momentos, sempre com o olhar atento ao que fazíamos, repetia-nos que é preciso respeitar as pessoas e nunca passar por cima de ninguém, e que esta é a receita que leva o homem sério a alcançar o que quiser”, disse o filho. “Se conseguimos alcançar sucesso no que fazemos, tem a ver com os valores que ele e mamãe nos passaram”, completou.
Depois de aposentado, Juca passou a se dedicar à pequena propriedade rural da família, em Claraval. Lá, produziu hortifrutigranjeiros e cuidou de animais, e isso o manteve ativo e feliz. Luís Henrique de Melo Fernandes, responsável pelo marketing da Stickfran há 13 anos, conviveu muito com Juca. “Era meu brother. Mesmo aos 80 anos, passava por debaixo de árvores e de cercas como um menino. Era ‘o cara’ a demonstrar que a gente pode ser feliz em qualquer idade, mesmo nas ocasiões de doenças”, disse.
Luiz contou que há três anos a família decidiu fazer um álbum, com fotos dela dentre seus animais, para dar-lhe na comemoração de seu aniversário. Renato deu a dica de como conseguir as fotos: “diga que foi fazer fotos da chácara, e sem que meu pai perceba, faça as dele”. “Uma das fotos, Juca alimentando um tucano em seu próprio braço, transformamos em quadro. As restantes lhes demos em álbum que ele guardou e sempre revia”, disse Luiz Henrique.
O velório de Juca Raimundo está acontecendo no São Vicente de Paulo. Hoje, 8 horas, o corpo será trasladado para a cidade de Cássia (MG), com serviços da Funerária Tedesco. Na cidade mineira, ocorrerá curto velório seguindo-se sepultamento por volta das 10 horas, em túmulo da família localizado no Cemitério Municipal.
Juca Raimundo está sendo velado no SVP até 8 horas. Depois, segue a sepultamento em Cássia (MG).
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