Cinemas e teatros de Franca são obrigados a ter cadeiras numeradas


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Poltronas do cinema de Franca passarão a ser numeradas, em até 60 dias, em cumprimento a uma lei municipal de 2014
Poltronas do cinema de Franca passarão a ser numeradas, em até 60 dias, em cumprimento a uma lei municipal de 2014
A venda de ingressos com cadeiras numeradas, prevista em lei municipal de 2014, deve se tornar realidade em breve. A legislação está valendo desde dezembro de 2015 e o cinema de Franca está sendo cobrado pela Prefeitura para se adequar.
 
O setor de Fiscalização de Obras e Postura fez uma advertência ao cinema Moviecom do Franca Shopping para que a venda de ingressos numerados seja colocada em prática. A empresa foi advertida semana passada e tem 60 dias para cumprir as regras. “Estávamos acompanhando a lei e verificamos que ela não foi implementada no cinema de Franca. Se a lei não for cumprida, a empresa poderá ser multada. Também vamos fiscalizar a situação dos teatros”, disse o chefe do setor, Éder Brazão. A multa em caso de descumprimento é de 75 UFMFs (Unidades Fiscais do Município de Franca), que correspondem a R$ 3.935,25, podendo dobrar na reincidência da infração após 60 dias.
 
Com a nova medida, quem for ao cinema ou aos teatros de Franca não precisará se preocupar em chegar com muita antecedência ou enfrentar filas para conseguir um bom lugar na plateia. A lei torna obrigatória a numeração de no mínimo 80% das poltronas em todos os espaços destinados a exibições cinematográficas e teatrais.
 
Dos ingressos, deverão constar os números da fileira e da cadeira. A lei foi criada pelo vereador Pastor Otávio Pinheiro (PTB), a pedido de pessoas que frequentam cinemas e teatros na cidade. “A reclamação era sobre a correria para se conseguir um bom lugar para ver um filme ou uma peça, o objetivo é proporcionar mais comodidade ao usuário”, disse o vereador.
 
Para os usuários, a numeração das cadeiras facilitará o acesso ao cinema. “É horrível não ter cadeiras numeradas, obriga a gente a ir mais cedo e ficar esperando em pé”, disse o técnico publicitário Mayckon Souza, 26. O bailarino Nathan Ranhel, 25, também acredita que a mudança seja positiva. “A loucura que é entrar no cinema ou no teatro só deixa o público e os funcionários tensos, ocasionando filas, correria e impaciência”, afirmou.
 
Adequação
A Moviecom informou que até o vencimento dos 60 dias irá adequar suas instalações à lei. “Infelizmente, o processo não é simples, precisamos adequar o sistema de informática, fazer a interface com os sistemas de venda online e ajustar poltronas”, disse o responsável pelo marketing da empresa, Gustavo Ballarin. Segundo ele, na mudança devem ser investidos cerca de R$ 150 mil. O cinema trabalha com quatro salas de exibição, totalizando 690 lugares.

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