Morreu Célia Gonçales, dedicada mãe de família, aos 64 anos


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Célia foi sepultada ontem,  16 horas, no Cemitério Parque  Jardim das Oliveiras
Célia foi sepultada ontem, 16 horas, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras
"Mesmo não tendo atuado efetivamente, foi professora valorosa, capaz de ensinar em todos os momentos"
 
Morreu às 3 horas da madrugada de ontem, dia 19, no Hospital São Joaquim/ Unimed, Célia Maria Limonti Gonçales, aos 64 anos. Em sua casa, pouco antes deste horário, sofreu infarto e foi imediatamente socorrida ao hospital, onde recebeu tratamento de urgência. Segundo a família, um segundo infarto sobreveio, e ela não resistiu.
 
Deixa, viúvo, Antônio Gonçales Miron, depois de 42 anos de enlace. Do casamento, três filhos, Danilo, casado com Aline; Leonardo, o Léo, ex-atleta profissional de futebol da A.A.Francana, casado com Letícia; e Aloísio.
 
Célia se formou para o exercício do magistério, mas logo se casou e passou a dedicar-se à sua casa, marido e filhos que chegaram. Aloísio disse que sua mãe adorava ter todos o seus bem perto, e conseguia isso com sua doçura, carinho e respeito. "Era comum, tanto em momentos felizes como em outros, nem tão, que os familiares entregassem a ela a tarefa de fazer andar informações importantes. Foi, mesmo não tendo atuado, uma professora valorosa, capaz de ensinar em quaisquer ocasiões, felizes ou não", disse.
 
Integrou, com Antônio, o movimento Encontro de Casais com Cristo, da Catedral Sé de Nossa Senhora da Conceição. Em Buritizinho, povoado entre Franca e São José da Bela Vista, a família tem sítio, e lá se dedica a algumas atividades agropecuárias e hortifrutigranjeiras. Também lá, Célia, religiosa, frequentava a igrejinha de Santa Rita de Cássia, local.
 
Com talento para a produção de pães e roscas, ela trabalhou produzindo as delícias que sabia fazer com pequena firma própria durante um período e, ultimamente, para alguns clientes amigos. Dinâmica, centralizava a atividade do marido e filhos no sítio, recebendo a todos, em fins de dia, para o jantar e para, como disse o filho, "colocar a prosa em dia, já que não abria mão de manter seu olhar de mãe sobre todos nós".
 
Quando o filho Leonardo se tornou atleta profissional da A.A. Francana, ela passou também a receber, em casa, companheiros do time e até o treinador Vantuil Rodrigues, que se tornou amigo da família. 
 
Segundo disse Aloísio, sua mãe era, ainda, "tradicional". "Por muitos anos, os nossos Natais foram vividos junto à minha avó materna, Maria. Era muito aguardado o momento do jantar, quando ela, com receita própria, servia o spessato, como chamava uma sopa deliciosa que tinha criado. Com a morte dela, foi mamãe que assumiu a continuidade da reunião familiar", completou Aloísio.
 
Fernando Azevedo, casado com Roberta, sobrinho de Célia, confirmou. "Ela era nossa tia-avó, alguém com quem podíamos contar. Era caridosa, prestativa. Deixa um vazio impossível de ser preenchido." Ele também se lembrou do spessato e da união da família para fazer bolinhos de queijo. "Muito mais que o prato em si, era a confraternização que reinava entre todos, atmosfera mantida e conservada por Célia", finalizou. 
 
O velório aconteceu no São Vicente de Paulo. O sepultamento, sob serviços da Funerária Francana, foi realizado às 16 horas de ontem, segunda-feira, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras.

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