Morreu Célia Gonçales, dedicada mãe de família, aos 64 anos


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Morreu às 3 horas da madrugada desta segunda-feira, 18, no Hospital São Joaquim/Unimed, Célia Maria Limonti Gonçales, aos 64 anos. Em sua casa, pouco antes deste horário, sofreu infarto e foi imediatamente socorrida ao hospital, onde recebeu tratamento de urgência. Segundo a família, um segundo infarto sobreveio, e ela não resistiu.

Deixa, viúvo, Antônio Gonçales Miron, depois de 42 anos de enlace. Do casamento, três filhos, Danilo, casado com Aline; Leonardo, o Léo, ex-atleta profissional de futebol da A.A.Francana, casado com Letícia; e Aloísio.

Célia se formou para o exercício do magistério, mas logo se casou e passou a dedicar-se à sua casa, marido e filhos que chegaram. Aloísio disse que sua mãe adorava ter todos o seus bem perto, e conseguia isso com sua doçura, carinho e respeito. “Era comum, tanto em momentos felizes como em outros, nem tão, que os familiares entregassem a ela a tarefa de fazer andar informações importantes. Foi, mesmo não tendo atuado, uma professora valorosa, capaz de ensinar em quaisquer ocasiões, felizes ou não”, disse.

Integrou, com Antônio, o movimento Encontro de Casais com Cristo, da Catedral Sé de Nossa Senhora da Conceição. Em Buritizinho, povoado entre Franca e São José da Bela Vista, a família tem sítio, e lá se dedica a algumas atividades agropecuárias e hortifrutigranjeiras. Também lá, Célia, religiosa, frequentava a igrejinha de Santa Rita de Cássia, local.

Com talento para a produção de pães e roscas, ela trabalhou produzindo as delícias que sabia fazer com pequena firma própria durante um período e, ultimamente, para alguns clientes amigos. Dinâmica, centralizava a atividade do marido e filhos no sítio, recebendo a todos, em fins de dia, para o jantar e para, como disse o filho, “colocar a prosa em dia, já que não abria mão de manter seu olhar de mãe sobre todos nós”.

Quando o filho Leonardo se tornou atleta profissional da A.A. Francana, ela passou também a receber, em casa, companheiros do time e até o treinador Vantuil Rodrigues, que se tornou amigo da família.

Segundo disse Aloísio, sua mãe era, ainda, “tradicional”. “Por muitos anos, os nossos Natais foram vividos junto à minha avó materna, Maria. Era muito aguardado o momento do jantar, quando ela, com receita própria, servia o spessato, como chamava uma sopa deliciosa que tinha criado. Com a morte dela, foi mamãe que assumiu a continuidade da reunião familiar”, completou Aloísio.

Fernando Azevedo, casado com Roberta, sobrinho de Célia, confirmou. “Ela era nossa tia-avó, alguém com quem podíamos contar. Era caridosa, prestativa. Deixa um vazio impossível de ser preenchido.” Ele também se lembrou do spessato e da união da família para fazer bolinhos de queijo. “Muito mais que o prato em si, era a confraternização que reinava entre todos, atmosfera mantida e conservada por Célia”, finalizou.

O velório aconteceu no São Vicente de Paulo. O sepultamento, sob serviços da Funerária Francana, foi realizado às 16 horas no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras. 

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