O Governo do Estado estuda, há algum tempo, a criação de uma região metropolitana de Ribeirão Preto. Inicialmente, foi cogitado que Franca integraria essa região, “perdendo” sua classificação de “região administrativa”, que hoje é equivalente a de Ribeirão.
A possibilidade dessa mudança gerou desconforto entre francanos, que vêem a situação como sinal de desprestígio da cidade. Não há definição a respeito de e se a nova região metropolitana será criada, mas, uma coisa é certa: graças à influência que exerce sobre os municípios vizinhos, inclusive de Minas Gerais, Franca não será incluída na região metropolitana de Ribeirão Preto. A informação foi confirmada nesta semana pelo vice-presidente da Emplasa (Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano), Luiz José Pedretti, que considerou como positiva a não participação da capital do calçado. “Franca tem vocação própria. É importante regionalmente e não pode ser incluída com Ribeirão”, disse.
O processo para a criação da região metropolitana de Ribeirão Preto começou efetivamente no início do ano passado, após solicitação do Governo do Estado de São Paulo. Pedretti explica que se trata de um movimento político com o objetivo de solucionar problemas regionais de um conjunto de cidades em torno de um polo. “É um feito do Governo do Estado com os municípios e sua criação só ocorre a partir da existência de demandas políticas”.
Após a incumbência do governador, a Emplasa passou a realizar os estudos preliminares para traçar o perfil regional da nova unidade e, segundo Pedretti, em nenhum dos desenhos propostos Franca foi mencionada. Ele defende que não seria bom para a cidade, por se tratar de um outro polo regional, porém com menor potencial. “Não há a possibilidade de Franca fazer parte da região metropolitana de Ribeirão, porque a cidade tem características para se tornar uma outra unidade regional, como no caso de uma aglomeração urbana”. A diferença entre as duas unidades seria apenas em relação à representatividade da população, a quantidade de cidades envolvidas e a existência de uma autarquia na região metropolitana. A aglomeração urbana, segundo a Emplasa,funciona como um instrumento de gestão regional e de articulação de políticas públicas em diferentes áreas para melhor aproveitamento dos recursos públicos, utilização racional do território, dos recursos naturais, culturais e redução das desigualdades regionais. Em resumo
, é uma forma de resolver problemas que ultrapassam os limites municipais.
Sobre a indicação de Franca para se tornar aglomeração urbana, o vice-presidente da Emplasa adiantou que o pontapé deve partir das lideranças locais. “Ainda não há estudos em vista. Precisa antes haver um interesse regional e motivar o governo”.
De acordo com a Emplasa, existem no Estado de São Paulo as regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista, Campinas, Sorocaba e Vale do Paraíba, e as aglomerações urbanas de Jundiaí e Piracicaba.
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