Lydia Rodrigues
DA REDAÇÃO
A chance de conhecer outro país, aperfeiçoar o conhecimento de uma língua estrangeira, incrementar o currículo acadêmico ou se destacar no mercado de trabalho. Esses são alguns dos objetivos de quem opta pelo turismo acadêmico, modalidade que tem sido procurada, mesmo diante das altas do dólar.
Em julho do ano passado, um grupo de 24 pessoas viajou para Coimbra, em Portugal, e pode fazer um curso de Direitos Humanos. A estudante da Faculdade de Direito de Franca, Larissa Murari, 20, fez parte da turma. “Em pouco tempo vivi um grande desafio que me trouxe experiências pessoal e de conhecimento, que garantem conquistas futuras”, disse. Ela viajou pela Moving Connections, empresa especializada em viagens acadêmicas e permaneceu no país durante 13 dias.
Além dos estudos, Larissa passeou por outras cidades como Fátima, Lisboa e Porto. “O conhecimento cultural adquirido é muito grande. Em Coimbra, a cada passo que você dá, você se surpreende com a cultura”, disse.
A estudante Isabela Marcantonio Dias, 25, também participou do grupo de viagem. “Eu quis ir porque na grade da faculdade não tem essa área de Direitos Humanos. Lá aprendi muito e conheci várias pessoas”, afirmou ela. A experiência a motiva a seguir um novo sonho: Fazer mestrado na universidade de Coimbra.
Para a sócia-diretora da Moving Connections, Magdala Kurmann, o turismo acadêmico contribui para uma prática do idioma e uma especialização nos estudos. “Saber outro idioma continua importante e na viagem a pessoa poderá investir em conhecimento para os estudos e a profissão”, disse. Sobre a alta do dólar, ela acredita que o interesse pela viagem supera esse obstáculo e os custos dos estudos são menores que os existentes com projetos que têm finalidade apenas turística. Os gastos com a viagem para Portugal ficaram em torno de R$ 14 mil - preço do curso, hospedagem e passagem aérea.
Em Franca, a escola de idiomas CCBEU, em parceria com a Miles Viagens e Intercâmbios, também oferece viagens para estudos. Nessa opção, a pessoa pode fazer um curso de língua estrangeira, que pode ser associado a uma graduação como aluno ouvinte em diversas áreas. “A pessoa pode ir para os Estados Unidos estudar a língua inglesa ou para a Itália aprender outro idioma e fazer um curso de gastronomia, por exemplo”, disse o diretor da agência, Rodrigo Lambert.
O tempo de permanência no exterior varia de uma semana a um ano. “O intercâmbio é a forma mais barata e cultural de se conhecer um país, e o interesse por essa modalidade vem crescendo gradativamente”, afirmou Lambert.
A Internacional Turismo também disponibiliza essa modalidade com cursos de língua no exterior, em temporadas de quatro semanas a um ano. Segundo a proprietária da agência, Esther Viana, a maior procura é por cursos nas férias, tendo como destinos mais populares os EUA e Inglaterra, especialmente Londres.
O programa de intercâmbio do Rotary é outra opção. As viagns são voltadas para jovens de 15 a 18 anos, que costumam ficar 11 meses fora, hospedados em casas de famílias.
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