A morte do relojoeiro Antônio de Pádua Primon, aos 70 anos


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Antônio Primon foi sepultado no Cemitério da Saudade
Antônio Primon foi sepultado no Cemitério da Saudade
"Calmo e equilibrado, como não poderia deixar de ser quem trabalharia toda a vida com o coração dos relógios"
 
Morreu, no dia 5 deste mês, no Hospital Joaquim, depois de 15 dias de internação, o respeitado relojoeiro Antônio de Pádua Primon. Nos últimos quatro anos residiu com duas de suas irmãs, período final da debilitação de seu organismo pelo Mal de Parkinson.
 
Filho de Higino Primon e Maria Andrade Primon, Antônio teve cinco irmãos (Maria Aparecida, Raquel, segundo a família, a modista responsável pelo traje que vestiu a Miss Franca Eliza Gosuen, na disputa pelo título do Miss São Paulo; Vera Lúcia, Rita Maria e José Roberto, ex-funcionário da Unesp, falecido ano passado).
 
Estava viúvo de Ana Maria Saldarelli Primon. Do enlace, um filho, Higino Neto, professor de Educação Física. Antônio ‘herdou’ do irmão de seu pai, Dante (proprietário de histórica relojoaria da rua Voluntários da Franca, na cidade do século passado) o talento para consertos e manutenção de relógios. Manteve, por quase trinta anos, à rua Couto Magalhães, proximidades do INSS, frequentada oficina de consertos de joias e relógios e esta foi sua principal atividade até à aposentadoria.
 
Sua irmã, Vera Lúcia, disse que Antônio, em certo tempo, fez questão que seu sobrinho, Wladimir, filho de Vera, acompanhasse o trabalho na oficina, como aprendiz. Hoje, Wladimir mantém a tradição da família trabalhando na rua Ouvidor Freire, perto da tradicional loja Melica, e atendendo, ainda, clientes do tio.
 
Vera disse que o ‘irmão deixa grande saudade a tantos quantos com ele conviveram. Era um bom pai, bom irmão, trabalhador, homem calmo e equilibrado, aliás como seria mesmo de se esperar para quem trabalharia toda a vida com o coração dos relógios; dono de um jeito todo seu de bem tratar cada cliente que fez pela vida afora, muitos, seus amigos até o fim de sua vida’. Fora da profissão, Antônio participou do Catecumenato da Catedral Sé de Nossa Senhora da Conceição.
 
Foi velado no São Vicente de Paulo e sepultado no mesmo dia de morte, no Cemitério da Saudade.

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