O vai e vem da nossa política


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Na política brasileira, nada como um dia após o outro. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acusou, dias atrás, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva de ter entregado o comando da BR Distribuidora, ligada à Petrobras, ao senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL). A operação Lava Jato já demonstrou que a subsidiária também foi utilizada para distribuir propinas a partidos, políticos e diretores da estatal. Como se pode ver, em busca de apoio para manter um projeto de poder, Lula entregou a chave do cofre a quem chamara de ladrão, anos antes, quando o político alagoano foi apeado da presidência da República por causa das práticas fraudulentas que vinha utilizando para o pagamento de suas despesas, de seus familiares e de amigos. O mesmo esquema que foi descoberto agora, envolvendo Petrobras, empreiteiros, políticos e diretores da empresa, só que em um nível mais sofisticado.
 
Além disso, Lula já tinha se aproximado de outros de seus ex-desafetos, como o ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB-MA), Delfim Neto e até o saudoso Leonel Brizola (PDT), que já tinha se referido a ele como “sapo barbudo” e depois foi candidato a vice-presidente na chapa do petista. Este tipo de relacionamento deixa bem claro o que move a política brasileira. Troca-se de legenda como se troca de camisa: não há ideologias ou interesses que garantam a permanência de qualquer homem público no partido. As ambições políticas falam mais alto. Recentemente, o senador Álvaro Dias (PV-PR) deixou o PSDB ao perceber que não teria apoio para se candidatar à prefeitura de Curitiba. Já a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) deixou o PT, que ajudara a fundar, de olho na indicação para disputar a eleição para prefeito da Capital paulista.
 
Muitos partidos, aqui no Brasil (e hoje temos o espantoso número de 35 deles), servem apenas como legendas de aluguel, que utilizam o espaço que têm na propaganda eleitoral gratuita para fechar acordos com candidatos que demonstrem verdadeira capacidade de vencer. Não se cobram coerência e similaridade de programas ou objetivos eleitorais. O brasileiro precisa, já a partir das eleições municipais de outubro próximo, atentar para o que realmente buscam as legendas, para que não caiamos no engodo do último pleito, mantendo na presidência uma candidata que praticou verdadeiro estelionato eleitoral, vencendo com muitas mentiras e com ataques àqueles que poderiam batê-la nas urnas. Ou então, colocar no comando de Franca um prefeito como Alexandre Ferreira (PSDB), ineficiente e patrono de ilegalidades que atrasaram em vários anos o crescimento do município. Só assim é que estaremos livrando o País de elementos danosos ao nosso próprio desenvolvimento. Com voto consciente.
 
 
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