No período da seca, o volume do rio caiu e a navegação ficou prejudicada. Depois, as balsas foram interditadas. Agora, com chuva, o acesso ao porto foi danificado dificultando o embarque. Entra dia, sai dia, é um transtorno chegar ou sair de Delfinópolis (MG), não importa se chova ou faça sol.
Com o problema das balsas parcialmente superado, com a liberação de duas embarcações para fazer a travessia do Rio Grande, agora, a dificuldade é chegar ao porto. Muita gente está tendo, literalmente, que enfiar o pé na lama.
As constantes chuvas que têm caído em toda a região nos últimos dias fizeram subir o nível do rio em mais de três metros e o volume de água danificou a rampa de terra que leva os veículos até o porto.
Com o lamaçal e poças que se formaram, veículos, principalmente os de grande porte, não conseguem passar e ficam encravados. Carros também já precisaram ser rebocados por tratores. Na semana passada, o ônibus que faz a linha Franca/Delfinópolis não teve como chegar à cidade. Um microônibus levou os passageiros até o porto. Eles fizeram a travessia a pé até a balsa e foram “resgatados” do outro lado da margem para que pudessem seguir viagem.
A Prefeitura informou que está fazendo serviços emergenciais no local, juntamente com a empresa Furnas Centrais Elétricas, para minimizar os transtornos causados. “Ontem (quarta-feira), a retroescavadeira ficou trabalhando lá até as 22 horas, deixou o porto em condições boas mas, como choveu muito depois e a represa voltou a subir, o serviço foi perdido. A rampa não está resistindo à tanta água”, disse a assessora Meire Inoue.
Equipes estão fazendo a manutenção diária da rampa. Como o cascalho usado na compactação está molhado e o nível da represa não para de subir, a rampa fica alagada e cheia de barro. Com isto, atolamentos se tornam constantes. “Estamos trabalhando em conjunto com Furnas para diminuir os transtornos o mais rápido possível, mas precisamos de um pouco de compreensão dos moradores e visitantes. A chuva está causando problemas em todos os lugares. Estamos enfrentando dificuldades, mas não estamos sem acesso, não, como estão falando”, disse ela.
Balsas
Em novembro, após receber denúncias de irregularidades, a Marinha do Brasil, por intermédio da Capitania dos Portos de São Paulo, interditou as balsas São João Batista do Glória e Rio Grande 4, as maiores que operam em Delfinópolis. O acesso à cidade ficou comprometido. Visitantes e moradores chegaram a esperar em torno de quatro horas para poder fazer a travessia.
A balsa São João foi retirada das águas e ainda passa por manutenção. A Rio Grande já foi liberada. Hoje, a travessia do rio é feita por duas embarcações.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.