Vigilância de Franca confirma caso ‘importado’ de febre chikungunya


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O diretor de Vigilância, José Conrado Netto, disse que a paciente passou três meses em Alagoas, onde ocorreu a transmissão
O diretor de Vigilância, José Conrado Netto, disse que a paciente passou três meses em Alagoas, onde ocorreu a transmissão
A Vigilância em Saúde de Franca confirmou ontem, 14, o primeiro caso “importado” de febre chikungunya. A doença foi contraída por uma jovem francana, de 24 anos, moradora do Jardim Paulistano II, durante uma viagem ao Nordeste, em novembro do ano passado. O resultado positivo, constatado por meio de exames, chegou no final de dezembro e foi anunciado nesta quinta-feira.
 
Segundo o diretor de Vigilância, José Conrado Netto, a paciente passou três meses na região de Maceió, Alagoas, onde ocorreu a transmissão e também onde ela se restabeleceu da doença. A região tem registrado diversos casos da febre, assim como de dengue e zika vírus, todos transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti.
 
Apesar de ser o primeiro caso de chikungunya na cidade, Netto desconsidera sua ocorrência pelo fato da doença ter sido transmitida fora da cidade. Ainda assim, a Prefeitura realizou ações de bloqueio nas imediações da casa da paciente. “Aquela região do Nordeste está vivendo uma epidemia e a paciente foi infectada lá, fez os exames e, quando chegou em Franca, já estava bem. O problema seria se a transmissão tivesse sido aqui.”
 
Ele ressaltou que não há risco de transmissão da doença, porém pediu a colaboração da comunidade para evitar o registros de casos autóctones em Franca. “Não temos nem suspeitos da doença, porém é bom esclarecer que a transmissão ocorre pelo mosquito da dengue, por isso a população deve seguir as mesmas orientações de combate”, disse Netto.
 
A doença
Com sintomas parecidos com os da dengue e do zika - febre e dores musculares - a chikungunya tem gravidade diferente. 
 
De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde de Franca, as dores nas articulações (mãos, pés, cotovelos) são mais intensas e duradouras, mas complicações sérias e mortes costumam ser raras. 
 
Outros sintomas comuns da doença são dores de cabeça, náuseas, manchas avermelhadas na pele e febre repentina. Na maioria dos casos, eles começam a se manifestar de quatro a oito dias após a picada do mosquito infectado. 
 
“Em 30% dos casos, os pacientes não apresentam os sintomas, mas diante de qualquer suspeita, o aconselhável é procurar o médico”, disse José Conrado Netto.
 
O zika vírus também apresenta sintomas como febre, dores musculares e manchas pelo corpo, mas o quadro é menos agressivo em comparação com a dengue. O problema maior é o risco de microcefalia em bebês cujas mães forem infectadas com a doença durante a gravidez.

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