Menos de três meses após o acidente na avenida Paulo VI, que terminou com a morte das jovens Mariana Luiza de Sousa, 19, Bruna Cintra Justino, 20, e Carolina Rodrigues Borges, 20 anos, as famílias ainda sofrem com a perda e esperam por justiça. O jovem que dirigia o veículo no momento da tragédia, Cairo César Cruz, de 24 anos, acabou indiciado por homicídio doloso depois que o delegado responsável pelas investigações, Dalmo Mateus Polo, considerou, através de provas, testemunhas e imagens da padaria Boulevard, que o ajudante-geral assumiu o risco de matar, pois dirigia em alta velocidade e sob o efeito de álcool.
Para o pai de Bruna, José Carlos Justino, 53, somente a Justiça poderá aliviar um pouco do sofrimento de perder a filha. “Ela era uma menina cheia de sonhos. Infelizmente, nada poderá trazer a minha filha de volta, mas é preciso fazer justiça. O motorista assumiu a responsabilidade ao dirigir em alta velocidade e precisa pagar. Ele tirou a vida de três pessoas”, disse.
A mãe de Mariana, que era filha única, Ludmila Pimenta, acredita que o caso poderá ajudar a alertar outros motoristas a terem mais responsabilidade no trânsito. “Tento não pensar muito para amenizar um pouco o sofrimento. Penso que minha filha foi viajar e poderá voltar a qualquer momento. Se ele for realmente culpado, espero que ele pague, sim, pelo que aconteceu. Esse caso pode servir de alerta e evitar que outros jovens cometam os mesmos atos impensados.”
Enquanto os parentes das vítimas ainda sofrem, de acordo com vizinhos, Cairo César mantém uma rotina reservada, saindo pouco de casa e ainda não teria retornado ao trabalho. Segundo as informações, o jovem seria orientado a não atender a porta nem receber ligações de números desconhecidos.
Já em uma rede social, fotos demonstram que o jovem, que na ocasião teve ferimentos graves e ficou internado por mais de dez dias, voltou à rotina de festas e, inclusive, estaria namorando.
Andamento do caso
Em dezembro, o delegado encerrou as investigações e classificou o crime como homicídio doloso na modalidade de dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de matar.
Agora, ele aguarda um último laudo do IML (Instituto Médico Legal) para encaminhar o inquérito para o Ministério Público. O processo, de acordo com o delegado, deve acontecer no máximo em 10 dias.
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