‘O trabalho é o caminho para pedir respeito e ser respeitado’
Morreu à 1h45 da madrugada da terça-feira, dia 12, em sua casa, vitimado, segundo a família, por infarto fulminante do miocárdio, Antônio Martins Tristão. Tinha 90 anos. Diabético, Antônio convivia com problemas que o levaram a amputar parte do pé há alguns anos e, desde então, locomovia-se com a ajuda de um andador.
Era dele o tradicional barzinho que funcionou por quase cinco décadas à rua Abrão Jorge, no Jardim Guanabara. Tornou-se personagem do erguimento daquela região da cidade. Antes, sempre comprometido com o trabalho, teve feirinha hortifrutigranjeira na Vila Formosa.
Casou-se com Rita Dalva Bergamini Tristão há 55 anos e construiu família de três filhas (Rosemeire, casada com Gilmar Soares; Roseli, casada com Carlos Lélis; e Regina, casada com Luís Roberto de Oliveira) e quatro netos, Rafael, Richard Gabriel, Ygor e Yan.
Segundo Roseli, seu pai foi “homem honrado, dedicado à família e gente grande, capaz de fazer mágicas para ter todos os que amou, sob sua guarda. Tive dois filhos em meu primeiro casamento e eles ficaram comigo após a separação. Papai nos acolheu e jamais nos deixou faltar nada. Rafael, ele dizia, era o filho que não tinha tido”.
Homem de hábito simples e “até ranzinza quando precisava, ensinou a todos os que com ele conviveram sobre o valor do trabalho duro como caminho para pedir respeito e ser res-peitado”, disse Roseli. Segundo ela, nos últimos anos, mesmo sofrendo, Antônio não deixou de abrir o bar porque queria que seus clientes fossem sempre bem recebidos. Ele se foi, e seu bar, seu local de fazer e conservar amizades, foi com ele. Não saberíamos como manter o local funcionando sem sua presença. Vamos fechar’.
Antônio Martins Tristão foi velado no São Vicente de Paulo e sepultado no mesmo dia de sua morte, 12 de janeiro, 16 horas, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras.
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