Manifestantes iniciam protesto contra aumento das tarifas


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Rovena Rosa/ Agência Brasil
Rovena Rosa/ Agência Brasil

O Movimento Passe Livre faz nesta quinta-feira (14) o terceiro protesto do ano contra o aumento das tarifas do transporte público na cidade de São Paulo São Paulo. No último dia 9, as passagens de ônibus, metrô e trens metropolitanos subiram de R$ 3,50 para R$ 3,80. O grupo faz dois protestos simultâneos, um no Theatro Municipal (centro) e outro no largo da Batata, em Pinheiros (zona oeste).

TRAJETOS
Segundo o MPL, a passeata que saiu do largo da Batata vai subir a avenida Faria Lima, passar pela praça Panamericana e atravessar a ponte da Cidade Universitária. Depois, vai passar pela avenida Vital Brasil e terminar no estação Butantã do metrô.

O ato do Theatro Municipal começará pelo viaduto do Chá, passando em frente à prefeitura e Secretaria de Segurança Pública. Depois, vai seguir pela avenida Brigadeiro Luís Antônio até a avenida Paulista, terminando no Masp, na avenida Paulista.

Mais cedo, o grupo não compareceu a uma reunião com o Ministério Público, Secretaria da Segurança Pública e prefeitura para tratar dos atos convocados para esta quinta. Duas horas e meia antes dos protestos, o MPL divulgou nas redes sociais as rotas que pretende fazer.
O secretário da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, disse que, sem a comunicação antecipada dos trajetos, prevista na Constituição, a PM é quem iria decidir as rotas das passeatas. Disse ainda que não serão mais permitidos "bagunça, vandalismo e crimes".
Em nota, o MPL rebateu. "Nós iremos realizar os atos e terminaremos os dois. Essa é nossa intenção clara e explícita."

O último protesto, na terça-feira (12), ficou marcado pela mudança de estratégia da Polícia Militar, que revistou manifestantes, usou bombas antes mesmo do confronto e sufocou a manifestação. A confusão começou após impasse sobre qual seria a rota da passeata. O MPL desejava seguir pela avenida Rebouças; a PM exigia que eles fossem pela rua da Consolação.
O MPL criticou a ação da PM, dizendo que a corporação impediu o direito à manifestação. Já o secretário Moraes afirmou que "só recebeu elogios" pela atuação da polícia.

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