Há um ditado popular de origem portuguesa mostrando a realidade de quem vive dubiamente, que é uma coisa mas finge ser outra: ‘O lobo perde o pelo, mas não perde o vicio’.
O governo do PT, sempre ávido por recursos privados para suprir suas deficiências no uso de recursos públicos, trabalha para implantar novamente no Brasil a famigerada CPMF (Contribuição Financeira sobre Movimentação Financeira), o temido ‘imposto do cheque’.
Agora, para torná-lo palatável e diminuir resistências populares, empresariais, industriais e de especialistas, cogita mudar a proposta original, isentando do imposto trabalhadores que ganhem até três salários mínimos, ou R$ 2.640,00 por mês.
Essa CPMF seletiva é um dos maiores absurdos com os quais me confrontei em minha vida pública, até mesmo pela dificuldade em aplicar. Movimentação financeira, lamentavelmente, não é seletiva. O aumento do custo de vida atinge, indiscriminadamente, tanto quem ganha menos como quem mais de três salários mínimos mensais.
A população brasileira, no seu dia a dia, sente na pele o aumento do custo de vida, agravada ao extremo pela incapacidade do governo federal em conter o processo inflacionário.
O Congresso Nacional precisa ter firmeza para impedir a aprovação dessa CPMF.
A população, por seu lado, precisa manter rigorosa vigilância para acompanhar o comportamento de seus representantes, exigindo-lhes fidelidade a seus eleitores, , não ao governo!
Como a proposta exige quorum qualificado e o atual governo não tem credibilidade, vai ser muito difícil reimplantar esse tributo tão detestado, mesmo porque todos sabemos que esse dinheiro não irá — ao contrário do que, de novo, se preconiza — para a área da saúde, mais sim, para cobrir deficit de um governo comprovadamente competente para arrecadar, mas totalmente incapaz de aplicar o arrecadado em serviços públicos com mínimo de qualidade.
Welson Gasparini
Deputado estadual (PSDB), advogado, ex-prefeito de Ribeirão Preto
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