Morreu Carlos Antônio Ribeiro, classificador de couros


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Carlos Ribeiro será sepultado  hoje, 15 horas, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras.
Carlos Ribeiro será sepultado hoje, 15 horas, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras.
‘Era um homem simples, de-dicado ao trabalho e à família’
 
Morreu ontem, quarta-feira, em sua casa, o classificador de couros Carlos Antônio Ribeiro, vitimado por complicações de doença cardíaca diagnosticada em checkup rea-lizado ao final do ano passado. Tinha 50 anos. Vinha em tratamento, segundo a família. Cumpriu suas rotinas de traba-lho durante a manhã na representação de couros LGP, de Franca, onde atuou nos últimos cinco anos, e se dirigiu à sua casa, para o tempo de almoço. O óbito ocorreu por volta de 11h40.
 
Sua morte, ainda muito jovem, causou surpresa dentre seus companheiros de trabalho e rede de relações de amizade e profissional. Segundo seu filho Fabrício, o pai sempre “teve saúde plena, e mesmo com diagnóstico cardíaco que inspirava cuidados e em tratamento de poucos meses, nada indicava que essa tragédia pudesse acontecer”.
 
Carlos Antônio deixou, viúva, Maria Aparecida Ribeiro — dona Cidinha, como é co-nhecida — depois de 33 anos de casamento. Do enlace, três fi-lhos, Fabrício, analista de sistemas, casado com Pâmela; Fabiana e Flávio. 
 
Considerado “competente e dedicado ao trabalho” por seus companheiros da LGP, Carlos tinha longa experiência em sua área de trabalho. Atuou, anteriormente, em Calçados Paragon e em Calçados Democrata, sempre como classificador de couros. Fora do ambiente de trabalho, era um homem de hábitos simples, completamente apegado à família e a seus animais de estimação, três cadelinhas e um papagaio. “Chegava em casa e, após colocar em dia a saudade de mamãe e nossas, corria para cuidar de seus bichinhos. Era pai e marido presente e, acima de tudo, nosso amigo, meu e de meus irmãos.”
 
Adorava fazer surpresas. Palmeirense de quatro costados, preparou para Fabrício e Flávio, que têm datas de aniversários apenas dois dias separadas, presente que não esqueceriam mais: comprou, para ele próprio e os “meninos”, ingressos para que assistissem, na nova arena do clube do coração em São Paulo, Palmeiras x Capivariano, pelo Campeo-nato Paulista do ano passado. De ônibus, lá foram eles.
 
Também gostava de pescar. Em outra oportunidade, acompanhado por amigo, viajou para o Pantanal ao lado dos fi-lhos homens.
 
Fabrício casou-se há apenas um mês. Disse que fazia planos para dar ao pai e à sua mãe um neto, um dos sonhos de Carlos, e que “o pai seria, para este neto, por seu perfil companheiro e preocupado, um grande avô”. Enquanto não ocorria, disse que Carlos estava muito feliz, este ano, já que os outros dois filhos, Fabiano e Flávia, também iriam se bacharelar, ela em Pedagogia pela Unifran e ele, em Direito pela Faculdade Municipal de Franca. “Papai sempre nos disse que o maior legado que pais podem deixar aos filhos é o estudo. Apesar de sua morte ser para nós a maior das tragédias, penso que tenha partido com a certeza de nos ver completar o que sonhou para nós.”
 
Carlos Antônio está sendo velado no São Vicente de Paulo, sala 4. O sepultamento acontecerá nesta quinta-feira, 15 horas, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, com serviços da Funerária São Francisco. 

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