Homem da terra, pedreiro, patriarca de grande família e finalmente pastor, deixa saudade
Morreu ontem, quarta-feira, na Santa Casa de Misericórdia de Franca, onde estava internado desde o sábado, dia 9, o pastor Francisco Pereira da Silva, aos 68 anos. Paciente de problemas renais crônicos, submetia-se a hemo-diálise há anos. Também vitimado por um AVC, encontrava-se com sua saúde muito debilitada. Ontem, foi finalmente vencido.
Natural de região rural no Ceará, Francisco perdeu o pai ainda muito novo. Acostumado à vida na terra, encontrou possibilidade de trabalho em Frutal (MG) e para lá se dirigiu para atuar em propriedade rural. Na mesma propriedade, segundo sua filha Arlete, conheceu e se casou, há 47 anos, com Oscalina Pereira de Almeida Silva, agora viúva. Do enlace, tiveram oito filhos (Aldemir, casada com César; Aldete, falecida, casada com José Ramos da Silva; Arlete, casada com José Rober-to Furtado; Adeildo, casado com Gisele; Adimael, casado com Lislaine; Antoniel, casado com Lucimar; Ademir, casado com Fabiana; e Aldineia, casada com Nivaldo), 20 netos (Rhamilton, Rhallinton, Rhalliene, Patrick, falecido; Luís Fernando, José Augusto, Josiete, José Roberto Filho, Ana Paula, Késsia, Igor, Murilo, Guilherme, Isabel, Miguel, falecido; Gabriel, Beatriz, Pablo Júnior, Kelly Jennifer e Kélita) e cinco bisnetos (Raíssa, Lara, Ana Júlia, Maria Vitória e Brayan).
Francisco, desde Frutal, passou a trabalhar como pedreiro, foco na melhoria de seus ganhos para garantir o sustento da família. Sua mulher, boa costureira, formou rápida freguesia. “Aos filhos ensinou o valor do trabalho e do temor a Deus, para que se tornassem bons homens e mulheres”, disse Arlete.
Todos se dedicaram a cons-truir a família e a garantir que cada um, “segundo seus próprios talentos, pudessem crescer e constituir suas respectivas famílias”, segundo ela.
Em certa época, reconhecidos seus bons ofícios de pedreiro, “papai foi convidado, por amigos da região de Planura (MG), a se integrar às equipes de trabalho que iriam construir a usina de Furnas. Trabalhou bom tempo lá”, lembrou-se Arlete. “De lá para Franca foi um pulo. Aqui se tornou mestre de obras e sua atuação na área, a de mamãe com costureira empregada na Casa das Noivas; e a nossa, em variadas atuações, nos ajudaram a construir uma história de trabalho e etapas de vida vencidas positivamente”.
Segundo a filha, a maior he-rança que o pai deixa a todos que com ele conviveram é a do trabalho determinado como maneira de resolver todos os problemas, “claro que junto ao conhecimento da palavra de Deus”, disse ela. Aliás, há quatro anos, “inspirado pela palavra sagrada, papai se tornou pastor da Assembleia de Deus, Ministério Adoração, e junto à comunidade do Jardim Pai-neiras, pôde viver o que con-siderava uma das missões que Deus lhe deu, a de transmitir seus ensinamentos ao maior número possível de pessoas. E o fez com a mesma determina-ção com a qual viveu e com a qual enfrentou suas enfermidades”, completou.
Francisco está sendo velado à rua João Souza Medeiros, 4.771, no Jardim Paineiras. Seu sepultamento acontecerá às 9 horas de hoje, no Cemitério Parque Jardim das Oliveiras, com serviços da Funerária Tedesco.
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