Chuva mantém em alta preço do hortifrúti


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A pespontadeira Miriam Oliveira reclama que, cada vez que vai ao supermercado, os preços dos alimentos estão mais caros
A pespontadeira Miriam Oliveira reclama que, cada vez que vai ao supermercado, os preços dos alimentos estão mais caros
A alta incidência das chuvas na região tem mantido em alta o preço de itens básicos do hortifrúti como a batata, o alho, o tomate, a cebola, a abobrinha e o jiló. A batata, por exemplo, mais que dobrou o seu valor neste fim de ano e começou 2016 ainda mais cara. Nos últimos dois meses, os fornecedores viram sua tabela habitual de R$ 60 a saca chegar a R$ 150 em novembro, recuar para R$ 120 em dezembro e, agora, superar seu ápice na cotação da segunda-feira, ao ser vendida a R$ 160. 
 
“E com essa chuva, não duvido que chegue aos R$ 200 amanhã (hoje)”, disse o agente fiscal da Ceagesp Franca, Reinaldo Luiz Passeto. “Não estamos tendo batatas na região e, por isso, elas estão vindo do Paraná. Somando o frete e colheita pequena, em razão da chuva, o preço sobe mesmo. Os compradores têm reclamado que está difícil revender nas ruas”, completou.
 
O tomate também teve o preço flutuante. A caixa saiu de R$ 35 para R$ 80 em novembro, baixou para R$ 60 em dezembro e, agora, retornou aos R$ 80. A cebola, obedecendo o período citado, aumentou de R$ 30 para R$ 60 no mês, recuou para R$ 55 e, agora, está R$ 65 a saca.
 
Outros itens cujos preços têm impressionado são o alho, o jiló e a abobrinha. A saca de alho, normalmente comercializada por cerca de R$ 80 no Ceagesp, está cotada em R$ 150. O preço do jiló mais que dobrou; subiu de R$ 20 para R$ 50 e o da abobrinha passou de R$ 35 para R$ 60.
 
“Direto você vem ao supermercado e, a cada hora, está um preço. Na semana passada, a cebola estava cerca de R$ 2 e, agora, está quase R$ 5 o quilo”, disse a pespontadeira Miriam Oliveira, em entrevista ao Portal GCN (www.gcn.net.br), na última sexta-feira. 
 
“A gente pensou que o aumento dos preços tinha sido devido às festas de final de ano, mas se vê que os preços estão aumentando cada vez mais. Estamos sofrendo as consequências e, com isso, usando menos esses produtos em alta e substituindo-os por produtos mais em conta”, disse o comerciante Isildo Ribeiro, também ao GCN.
 
Diante da alta de preços, alguns itens que mantiveram seus valores inalterados passam a ganhar destaque na lista de compras. “O quiabo está sendo vendido a R$ 35 a caixa, seu preço habitual. Também se mantiveram os preços a vagem (R$ 30), o pimentão (R$ 35) e a berinjela (R$ 15)”, disse o fiscal da Ceagesp.
 
Além das chuvas, que afetam diretamente a produção dos hortifrútis, outro fator de alta nos preços é a inflação propriamente dita. 
 
Levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) constatou que, em 2015, a inflação chegou a 10,67%. Esse é o maior índice registrado desde 2002 e está bem acima do teto proposto pelo Governo Federal, de 6,5%. O setor alimentício foi um dos mais afetados.

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