Empresa São José é alvo de enxurrada de críticas


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Terminal no Centro: empresa confirma redução no número de veículos durante as férias
Terminal no Centro: empresa confirma redução no número de veículos durante as férias
Quando o assunto é a qualidade do transporte público prestado pela Empresa São José, os francanos têm uma lista de reclamações. Redução de ônibus nas linhas, atrasos, lotação, má conservação dos veículos e passagem cara estão entre as principais queixas.
 
Um dos casos de mudança na linha envolve o coletivo que vai do Distrito Industrial para o Centro. “Tinha um ônibus que passava às 6h40 e agora não tem mais, então estou atrasando para o trabalho”, disse o cortador de couro Rafael Santaucci, 30. Além do atraso, o veículo fica muito cheio. “Já era lotado, quando tiraram esse horário, aí que ficou parecendo uma lata de sardinha”, reclamou.
 
Na linha Paineiras/Horto, o horário das 6h25 também não tem sido cumprido, de acordo com uma moradora do Paineiras, que não quis ter seu nome divulgado. O fato de o coletivo passar em diversos bairros, como São Domingos, Redentor e Santa Terezinha, gera lotação.
 
Já no Residencial Itapuã, o problema é que não existe ponto de ônibus no bairro. “Meu filho vai estudar e ele tem que passar pela Vila Santa Helena e chegar no São Joaquim para conseguir pegar ônibus”, disse a dona de casa Renata Araújo, 40.
 
A falta de renovação da frota é outra reclamação. “Os ônibus estão sempre lotados, sucateados e atrasados”, disse a funcionária pública Silvana Faleiros, 50.
 
Para alguns usuários, a relação entre a Prefeitura e a Empresa São José é o grande problema. “Enquanto houver política no meio, não vai melhorar. A Prefeitura não cobra a empresa como deveria”, desabafou a doméstica aposentada Maria Aparecida Barbosa, 60.
 
Explicações
A Empresa São José, por meio da assessoria de imprensa, disse que as linhas não foram retiradas, mas alguns horários foram suspensos devido ao período de férias e voltarão ao normal com o início das aulas.
 
Segundo a empresa, com a baixa no número de passageiros, existe a necessidade de redução na oferta do serviço para adequação dos custos. Também foi pontuado que os ônibus passam por manutenções periódicas e, conforme a demanda, podem ser feitas a renovação da frota e inclusão de novos veículos.
 
A reportagem também entrou em contato com a Emdef, que fiscaliza transporte na cidade, mas não houve retorno.

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