Filho quebra a perna da mãe em sessão de tortura


| Tempo de leitura: 2 min
“Assim que começaram a brigar, meu irmão jogou minha mãe no chão e começou a bater. Ele a arrastou pelos braços até jogá-la com muita força na cama e ficou pisando em cima da perna dela, que quebrou justamente pela agressão. Não foi a primeira vez, mas será a última.” Foi dessa forma que uma mulher descreveu a violência sofrida por sua mãe, uma idosa de 68 anos, na noite de segunda-feira. Ela foi espancada e torturada pelo próprio filho, um servente, 47, no Jardim Cambuí.
 
A confusão se deu após o acusado chegar em casa mais uma vez sob efeito de álcool e drogas. Por volta de 23h30, ele entrou na casa em que mora com a mãe e um entrevero começou. “Ela contou que novamente discutiram porque não aceita que ele beba tanto. Só que, outra vez, meu irmão reagiu mal e a agrediu”, contou a mulher. 
 
Durante a discussão, o servente empurrou a aposentada e a jogou no chão. Ele deu socos e chutes na vítima, que, com as agressões, sofreu uma fratura no fêmur. Mesmo pedindo para que ele parasse, o filho continuou a espancando e ainda a arrastou pelos cabelos da cozinha até o quarto, espalhando sangue pela casa.
 
Ainda segundo a filha, o acusado pegou uma faca e fez ameaças. “Se você não me matar, eu te mato”, teria sido a frase dita pelo servente enquanto pisava em cima da perna fraturada da mãe. Em seguida, a jogou na cama e foi tomar banho. “Nesse momento, ela teve a chance de pegar o telefone. Foi um absurdo, uma tortura. Meu irmão ainda a ameaçou, mas a polícia chegou.”
 
Os policiais tiveram de arrombar o portão. Eles entraram e se depararam com a idosa ferida. Ela foi levada para o Pronto-socorro “Álvaro Azzuz” e transferida para a Santa Casa, onde permanece internada. Hoje, ela será submetida a uma cirurgia devido à fratura, mas passa bem.
 
O servente foi contido pelos policiais e conduzido à delegacia. Ele foi autuado em flagrante com base na Lei Maria da Penha e recolhido ao CDP (Centro de Detenção Provisória). A notícia da prisão foi recebida com alívio pela irmã, uma das outras três filhas da idosa, que está fazendo tratamento contra um câncer. “Ele já bateu tanto nela que quebrou seu braço. Não vamos mais permitir que isso volte a acontecer, nem que ela tenha que ir para Ribeirão Preto conosco. Chega!”, disse.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários