Morreu ‘seu João, da banca de puxa-puxa’ da esquina do Magazine


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João Del Rio, patriarca de operosa família, se tornou personagem da história do Centro da cidade
 
Morreu ontem, vitimado por dois infartos consecutivos, um em sua casa e outro já na Santa Casa de Misericórdia, onde foi socorrido, João Sanches Del Rio, aos 83 anos. Tornou-se muito conhecido como o vendedor de puxa-puxa em ponto que ainda hoje se pode encontrar, ‘tocado’ por sua mulher, a senhora Nelly Muller Sanches e o filho caçula, Ismael, na esquina da sede central do Magazine Luiza, Centro da cidade.
 
João e Nelly se casaram em São Paulo, onde ele, embora francano, tentava a vida como vendedor de enciclopédias, há 54 anos. Casado e filhos chegando (são seis: Carlos Roberto, casado com Marília; Paulo Roberto, casado com Rosângela; Mauro, casado com Aurinha; Kátia, Vivianne, casada com José Pires; e Ismael), decidiram-se por Franca, para cria-los longe das atribulações da cidade grande.
 
Aqui, Nelly aprendeu o se-gredo da produção das gostosas puxas-puxas, e a família viu, na oportunidade, o caminho para buscar os recursos capazes de sustentar a todos. ‘Aliás - disse a filha Kátia - meus pais sempre foram determinados. Todos nós, de alguma forma, auxi-liamos na comercialização das puxas. Íamos a jogos de futebol, ao basquete; às apresentações da banda São José na Concha Acústica, aos domingos. Tudo valia. Os resultados aparece-ram.
 
Kátia se empregou em salão de beleza dirigida pela conhecida Edna Maria Ferreira. Ali, conheceu Luiza Donato e Luizinha, do Magazine Luiza. ‘Quando dona Luiza, a fundadora, soube das dificuldades de minha família, ofereceu a meu pai e mãe espaço, na esquina do Magazine, para que montassem banca para a venda da puxa. Ela foi determinante em nossa vida. Defendia-nos ali, e não deixou que ninguém nos tirasse de lá. Luizinha continua a apoiar minha mãe, no mesmo local’.
 
‘Seu’ João trabalhou naquela esquina por 38 anos. A seu lado, a mulher e os filhos que, de pequenos até adultos, apoiados no negócio das puxas-puxas e incentivados pelos pais, estudaram, especializaram-se e formaram suas próprias famílias. Há dois anos, fazendo hemodiálise recorrentemente, ‘seu’ João teve sua resistência física debilitada, teve infartos e derrame. Não foi mais à banca de venda, mas continuou presente, incentivando como podia a família que crescia, ‘verdadeiro patriarca’, como disse Kátia. Dos enlaces dos filhos, João e Nelly se tornaram avós de 22 netos (Débora, casada com Fabrício Ponce; Rafael, casado com Tamires; Erik, casada com Karina; Júnior, casado com Lauane; Laila, Juliana, Franz, Thiago, André, Jovana, Flávia, Larissa, Jéssica, Isabela, Andresa, casada com William Barsanulfo; Letícia, Camila, Vinícius, Yuri, Rafael, Rodrigo, Pedro Miguel) e de 13 bisnetos (Laura, Felipe, Benício, Rafael, Gabriel, Miguel, Catarina, Elisa, Maria Luiza, João Vitor, Lorenzo, Vitória e Miguel).
 
‘Seu João da puxa-puxa’ está sendo velado na sala 9 do São Vicente de Paulo. O sepultamento, sob serviços da Fune-rária Francana, acontecerá hoje, às 16 horas, no Cemitério Santo Agostinho.

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