Cabeleireira do Jd. Palma acusa pastor de dar calote de R$ 5 mil


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A cabeleireira conta que, há cerca de dois anos, começou a frequentar os cultos comandados pelo pastor: ‘Ele parecia confiável’
A cabeleireira conta que, há cerca de dois anos, começou a frequentar os cultos comandados pelo pastor: ‘Ele parecia confiável’
Uma cabeleireira de 29 anos, moradora do Jardim Palma, procurou a polícia nessa segunda-feira para denunciar o pastor de uma igreja evangélica do Jardim Riviera. Segundo ela, o religioso se aproveitou da sua boa-fé e a deixou com um prejuízo de quase R$ 5 mil, além de ser o responsável pela inclusão do seu nome nos cadastros de maus pagadores. 
 
A cabeleireira conta que, há cerca de dois anos, começou a frequentar os cultos comandados pelo pastor. “Ele parecia confiável. Eu e minha família gostávamos muito dele.”
 
Em meados do ano passado, alegando precisar comprar equipamentos de som e fazer melhorias no imóvel onde funciona a igreja, o pastor teria procurado a cabeleireira e pedido 15 folhas de cheques em branco emprestadas. “Ele me convenceu de que iria usar para igreja e me pagar os valores dos cheques, mas não foi o que aconteceu.”
 
Segundo ela, dos 15 cheques, nove foram usados para comprar coisas para a igreja. Os outros foram para o uso pessoal do pastor. “Os primeiros cheques, ele pagou direitinho. Depois começaram os problemas. Em setembro, foi o cheque do som que ele comprou para os cultos... Ele não me pagou. Tive de procurar o rapaz e pedir para devolver o cheque e eu devolvi o som. Depois, o pastor até me acusou de ter roubado o equipamento da igreja, mas ele não pagou o cheque e o valor era alto.”
 
Depois do episódio, a cabeleireira procurou o pastor e pediu o restante dos cheques de volta. “Ele me devolveu quase todos. Ficou faltando um. Quando o questionei, ele disse que tinha rasgado depois de preencher errado. Eu acreditei.”
 
Em dezembro veio a surpresa. “Eu estava em casa quando o gerente do banco me ligou avisando a respeito de um cheque no valor de R$ 2,5 mil que foi depositado na minha conta e estava sem fundos. Levei um susto, porque não tinha dado nenhum cheque neste valor.” 
 
A cabeleireira foi até a agência e descobriu que se tratava daquele cheque que o pastor havia dito que tinha rasgado. “Eu fiquei muito brava. Procurei ele, mas ele não me atendeu. No telefone, ele disse que não iria me pagar, que a dívida era problema meu.”
 
Revoltada, a cabeleireira procurou a polícia e fez um boletim de ocorrência no 3º DP. “Sei que assinei os cheques e entreguei a ele. Mas eu confiei nele. Ele é um pastor. Nunca imaginei que fosse capaz de uma maldade dessas.”
 
A cabeleireira disse que, somando todos os cheques usados e não pagos pelo pastor, o prejuízo chega a quase R$ 5 mil. “Por causa dele, meu nome foi parar no Serasa e no SPC. Estou morrendo de vergonha e não posso comprar mais nada a prazo.”
 
O Comércio procurou o pastor para comentar o caso. Na igreja, as portas estavam fechadas e ninguém atendeu ao chamado. O mesmo aconteceu na residência do religioso.
 
O caso, agora, deve ser investigado pela polícia.

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