Depois que passamos dos 40, o tempo voa. Tempo é recurso que não pode ser renovado e, portanto, o mais valioso. Já me acusaram de CDF, de só pensar em trabalho, mas não tenho nenhum problema em curtir lazer lendo, assistindo bom filme, peça de teatro, jantando com amigos interessantes ou numa praia.
A questão é outra.Tempo é valioso demais para ser trocado por qualquer coisa. Se vou trocar, que valha a pena.
Por isso, quando vou escrever um texto, gravar um podcast ou montar uma palestra, a primeira coisa que me vem à cabeça é: minha obra valerá os 30, 60 ou 90 minutos que alguém lhe dedicará? Então, tento sempre fazer que o tempo que me dedicam valha a pena.
Pense em pessoas que, quando chegam, você preferia estar trocando pneu do carro numa rua escura, na chuva.
Gente chata, desinteressante, que nos suga energia, que tem o dom de nos sugar energia. Agora, tente se lembrar de pessoas que chegam para conversar com você, dão prazer, têm o dom de nutrir com simpatia, conhecimento, humor. Lembrou? Então.
Sabe a diferença entre uma e outra? É a convicção que você tem de que as nutritivas não estão desperdiçando seu tempo.
Com elas você ganha algo, faz uma troca justa, enquanto com as outras, joga fora minutos preciosos de sua vida. Minutos que nunca mais terá de volta.
A melhor coisa que você pode fazer é substituir a palavra “tempo” por “vida”. Experimente! Fale “me falta vida” em vez de “me falta tempo”. “Passavida” em vez de “passatempo”.
Tempo é vida. É essa consciência que faz com que a gente reflita antes de decidir gastar nosso tempo, ou o tempo dos outros.
Faça com que neste 2016, cada minuto de seu tempo valha a pena. E que cada segundo que alguém lhe dedicar, também valha.
Sobretudo, pense no que você estará fazendo com o tempo de sua vida, e com o tempo da vida dos outros, neste novo ano.
Luciano Pires
Jornalista, palestrante, cartunista
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