Esperança para um ano melhor


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Com a participação de cerca de 60 empresas francanas, a abertura da Couromoda, neste domingo, poderá ser o pontapé inicial da retomada da produção de calçados em todo o País (a feira reunirá cerca de 2 mil marcas de calçados produzidas no Brasil no Pavilhão do Expo Center Norte, em São Paulo), fortalecendo o comércio exterior e reativando as contratações, que vêm sofrendo quedas nos últimos dois anos. A partir do momento em que o novo presidente argentino Maurício Macri derrubou as barreiras para a entrada do sapato brasileiro no País, a indústria calçadista brasileira passou a ver a Couromoda (principal feira realizada pelo setor na América Latina) como a retomada do crescimento. Some-se a isto o câmbio favorável dos últimos meses, o que poderá recolocar o sapato brasileiro no mapa global mais uma vez.
 
Nos últimos meses, a queda nas vendas para o exterior e a estagnação do mercado interno (atualmente compete com o similar chinês, que entra no País muito mais barato por causa dos incentivos governamentais e baixos salários pagos para a sua produção) afetaram o setor de calçados brasileiro de forma devastadora: empresas fecharam, as demissões atingiram um nível histórico que não se via desde o século passado e afetou fortemente os setores do varejo e de serviços, principalmente em 2015. Em Franca, quando a indústria calçadista vai mal, toda a economia sofre um forte impacto. Os resultados da Couromoda serão importantes para se saber como será pelo menos o primeiro semestre. A expectativa não poderia ser melhor, como provam as manifestações de líderes sindicais e empresários do setor.
 
Embora a crise econômica que atinge o País como um todo tenha prejudicado o setor produtivo, pelo menos num aspecto ela pode ser benéfica para quem vende ao exterior: o câmbio. O valor do dólar e do euro, acima dos R$ 4, pode trazer de volta à economia francana os valores que vêm se encolhendo nos últimos anos. Por isso, a esperança de todos é de que as vendas atinjam percentuais acima de 30% em relação ao ano passado. Só assim, a indústria poderá voltar a produzir a todo vapor, recompondo postos de trabalho perdidos e reforçando o caixa, aguardando apenas a realização da Francal, em meados de junho ou julho, para completar um bom ano que se prenuncia. A Couromoda será o termômetro do que a indústria de sapato enfrentará neste 2016 recentemente iniciado. Esperamos que as expectativas positivas se confirmem, para o bem de todo o setor no geral e para a nossa cidade em particular.
 
 
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