Homem desmaia mulher com soco e acaba preso em bar na Vila Europa


| Tempo de leitura: 2 min
Vítima ficou com o rosto marcado pelos socos desferidos pelo acusado, que foi preso em flagrante pela lei Maria da Penha
Vítima ficou com o rosto marcado pelos socos desferidos pelo acusado, que foi preso em flagrante pela lei Maria da Penha
“Cansei dessa situação. Ninguém nasceu para apanhar. Eu fazia tudo que ele me pedia. Era uma boa mulher. Fiz tudo por ele. E o que acontecia? Como retribuição a tudo isso, eu apanhava. Agora chega.” Foi desta forma, expondo decepção, que uma sapateira de 27 anos definiu seu casamento de três anos com um ajudante de 35 anos. Ontem à tarde, após fazer a vítima desmaiar de tanto apanhar, ele foi denunciado por agressão, levado à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) e preso em flagrante.
 
Segundo a vítima, o marido é alcoólatra e sempre apresentou um comportamento agressivo. Conflitos e agressões eram constantes ao lado do ajudante-geral. Mas, para ela, o estopim para a denúncia, nunca antes feita, aconteceu na noite de quinta-feira, na residência do casal, na Vila Europa. “Ele chegou bêbado em casa e tentou me enforcar. Levei socos na boca e na bochecha, além de um golpe no olho. O soco foi tão forte que cai e desmaiei. Não lembro do que aconteceu com ele depois. Assim que acordei, sai de casa e chamei a Polícia Militar”, contou.
 
Porém, só na manhã seguinte, o ajudante foi capturado. Ele foi pego em um bar nas imediações e levado à DDM. A sapateira também esteve na especializada e foi ouvida pelos investigadores que cuidavam do caso. Com o olho inchado e marcado, além de ferimentos pela boca, ela demonstrava inconformismo por ter sido, mais uma vez, espancada. 
 
O caso foi registrado como lesão corporal e o homem foi autuado na lei Maria da Penha, o que ocasionou sua prisão em flagrante e recolhimento à Cadeia Pública do Jardim Guanabara. Na segunda-feira, ele será transferido para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca, onde permanecerá à disposição da Justiça.
 
A decisão foi recebida com alívio pela mulher. “Aqui na delegacia, ele tentou me pedir desculpas, mas não dá mais para continuar com alguém que só me agredia. Graças a Deus que não tínhamos filhos, imagina crianças em uma situação dessas?”, questionou a sapateira.
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários