A Justiça do Trabalho em Franca acaba de acatar o pedido feito pelo Sindicato dos Sapateiros para o arresto (espécie de penhora) de todo o maquinário da Fio Terra Calçados. No início de dezembro, a fábrica demitiu 160 funcionários que cumpriram o aviso prévio e deveriam assinar a homologação da demissão e receber suas verbas rescisórias na próxima segunda-feira. Mas ontem, a Fio Terra enviou um comunicado informando que não tem dinheiro para pagar os trabalhadores e propôs um acordo para que o pagamento seja feito em 36 parcelas sem correção monetária ou juros.
O Sindicato repudiou o acordo e, para garantir que os trabalhadores recebam, decidiu ingressar na Justiça do Trabalho com uma ação coletiva pedindo que as máquinas da fábrica sejam arrestadas como garantia.
Agora, no final da tarde desta sexta-feira, o pedido foi deferido pela juíza Ana Maria Garcia. “Estamos indo neste momento até a fábrica para fazer um levantamento de tudo o que tem lá. Não iremos retirar os equipamentos agora, porque eles afirmam que vão continuar trabalhando. Mas as máquinas não poderão ser comercializadas até que o pagamento dos trabalhadores seja feito. Se eles não quitarem as dívidas, as máquinas serão leiloadas”, disse Leonardo Marques Corrêa, um dos advogados do Sindicato.
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