Sindicato vai à Justiça para garantir pagamento de 160 demitidos


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Agnaldo Madaleno é presidente do Sindicato dos Sapateiros
Agnaldo Madaleno é presidente do Sindicato dos Sapateiros

Os 160 trabalhadores da Fio Terra Calçados que foram demitidos no início de dezembro correm o risco de não receber suas verbas rescisórias (férias e multa do FGTS). Isso porque a empresa comunicou ao Sindicato dos Sapateiros de Franca que não terá recursos para honrar todas as dívidas.

A assinatura e o pagamento aos trabalhadores estavam previstos para as próximas segunda e quarta.

Segundo os advogados do sindicato, Leonardo Marques Corrêa e Adriano Rodrigues Pimenta, a Fio Terra encaminhou um comunicado ao sindicato em que afirma não ter dinheiro e propõe a assinatura de um acordo em que os trabalhadores seriam pagos em 36 parcelas. “Fomos pegos de surpresa. É um absurdo. Eles (a Fio Terra Calçados) querem parcelar o que devem aos trabalhadores em três anos. É um prazo muito longo. Não podemos admitir isso”, disse Corrêa.

O advogado informou ainda que, por conta do comunicado, o sindicato decidiu procurar a Justiça do Trabalho para tentar garantir os direitos dos sapateiros e ingressou com um pedido de arresto sobre as máquinas da empresa.  

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