Uma operação que não está resolvendo


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Para se conhecer a qualidade de uma administração municipal, basta andar pela cidade. Município limpo, sem buracos nas ruas, com boa sinalização, são reflexos de que em outros setores o prefeito tem feito o seu trabalho com responsabilidade e zelo, reconhecendo a importância daqueles que lhe deram o mandato. A situação de Franca, comandada por Alexandre Ferreira (PSDB), cujas pesquisas de opinião expõem a péssima avaliação que os francanos fazem de sua administração, dá legitimidade a esta constatação: uma cidade mal cuidada, na qual há bairros onde os buracos abundam nas ruas, mesmo depois de um amplo trabalho realizado pela administração de seu antecessor, Sidnei Rocha, que refez a pavimentação das vias mais prejudicadas da malha urbana do município.
 
Há ruas onde não é possível transitar com tranquilidade tal o número de buracos e imperfeições. Algumas exigem um recapeamento completamente novo. A chamada operação Tapa-Buracos não é capaz de acompanhar o desgaste do asfalto de algumas vias, principalmente as localizadas em bairros mais afastados do centro. A cada chuva, as imperfeições no asfalto se multiplicam e causam uma série de transtornos a motoristas que, em alguns casos, são obrigados a desviar das inúmeras crateras. Como a edição de ontem do Comércio mostrou — fato também repercutido no programa A Hora da Verdade da Difusora, com diversas manifestações de moradores de inúmeros bairros do município —, por causa das chuvas (que não podem ser usadas como justificativa, já que elas potencializam o problema que já existe), quase todas as regiões de Franca apresentam estas ruas com irregularidades.
 
Os remendos realizados não são duráveis e muito menos garantia de que estaremos livres dos buracos. Seria necessário um amplo estudo para evidenciar as vias com maiores problemas, principalmente por causa da idade do recapeamento que, como quase tudo, também tem prazo de vencimento. Nestes locais, é preciso que seja feita uma nova pavimentação. Com isso, a operação Tapa-Buracos ficaria restrita aos locais onde as falhas no asfalto seriam menores, numa clara economia para o município, principalmente para os motoristas, já que os buracos causam problemas nos veículos cujos motoristas são surpreendidos ao trafegar pelas ruas mais danificadas. O francano espera que a administração municipal dedique mais tempo na busca de uma solução para o problema. Com a intensificação das chuvas, a situação só se agrava e causa irritação em quem transita pelas vias esburacadas.
 
 
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