A compra de material escolar vai ficar mais cara este ano devido ao aumento de itens como mochilas, estojos e lancheiras. De acordo com os lojistas, o reajuste em 2016 está maior que os registrados em anos anteriores, chegando a até 30% em alguns casos.
A alta do dólar é um dos principais motivos apontados pelas papelarias para os aumentos, que estão sendo repassados para os consumidores. A moeda americana ultrapassou os R$ 4 em setembro do ano passado, época em que as papelarias fizeram compras junto aos fornecedores.
Na papelaria Mendonça, as mochilas, principalmente os lançamentos infantis, estão com acréscimo de cerca de 30%. “Quase tudo é importado da China. Então, a alta do dólar influenciou no preço dos produtos”, disse a vendedora Carolina Lara Rodrigues. Um dos itens reajustados foi uma mochila de personagem infantil, que subiu de R$ 295 para R$ 399.
Para os comerciantes, o aumento este ano supera o de anos anteriores e, os acréscimos nas negociações entre as empresas e os fornecedores estão sendo parcialmente repassados para os consumidores, para evitar prejuízos.
Na papelaria Contador, os produtos subiram de 15% a 20%, enquanto nos últimos anos a elevação era de cerca de 10%. “Até baixamos nosso lucro para não repassar todo o reajuste, deixando os preços mais acessíveis para o público”, afirmou a gerente Jozi Costa.
A compra dos materiais escolares já começou e alguns clientes temem que os produtos fiquem mais caros com a aproximação das aulas. Na papelaria Giba, a proprietária Mirna Dalpian alerta que há essa possibilidade de encarecimento. “Se o estoque acabar, pode ter aumento nos produtos de reposição, mas esperamos que isso não aconteça, porque também compraremos mais caro das indústrias”, disse a dona da loja.
Segundo ela, além de mochilas e estojos, itens básicos como lápis e borrachas também tiveram elevação. “Não teve um item que não subiu e estamos apreensivos, porque as coisas subiram mais que os salários”, ressaltou a proprietária.
Entre os produtos que ainda devem subir estão os cadernos e folhas de papel sulfite, que também são cotados em dólar e podem ficar em torno de 20% mais caros.
Na livraria Mapa, o reajuste foi em média de 15% também na linha de estojos e mochilas. “Ainda considero essa média normal, mas tentamos não repassar todo o aumento porque o consumidor está com menor poder de compra”, disse o proprietário Valdo Ferreira Silveira.
Os preços salgados também são registrados por pequenos vendedores, que compram suas mercadorias em São Paulo. “Tive que subir pelo menos 8% para os clientes, já que compramos mais caro também”, disse o camelô Eurípedes Garcia, 48, que tem um ponto no Centro há 22 anos. “Estamos vivendo uma das crises mais difíceis”, afirmou.
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