Uma correspondência enviada para uma família de Alvorada, no Rio Grande do Sul, em dezembro de 2015, pedia que a paciente Zila Bueno da Silva, comparece à Secretaria Municipal de Saúde para agendamento de consulta médica. A paciente, no entanto, faleceu há mais de 11 anos.
“A consulta para a qual ela recebeu o pedido de encaminhamento ocorreu no final de 2000 ou 2001, se não me engano”, contou Erni Hengen Almeida, filha de Zila. Ela explicou ao site G1 que esta não é a primeira vez que a família recebe a correspondência após a morte do paciente. “O encaminhamento era para um reumatologista e minha mãe morreu de pancreatite. Só que tenho um tio que teve um câncer no intestino e que recebeu a mesma correspondência um ano depois de ter morrido. Como ele não conseguiu a consulta, nós tivemos que pagar particular, ele ficou internado e acabou morrendo”, lembrou Erni.
Paloma Orige Comassetto, coordenadora da central de marcação da prefeitura de Alvorada, afirmou não saber por qual motivo a ficha de Zila foi parar em uma pilha de arquivamento. "Como não se conseguiu contato com ela, a secretaria enviou a carta para saber se ela ainda precisa da consulta”, contou Paloma. A coordenadora alegou que os casos mais urgentes recebem prioridade no atendimento e que há 3 funcionários na cidade responsáveis pelo cadastramento dos pacientes, que demoram cerca de 20 dias para serem efetuados.
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