Polícia desmantela bando que matou suspeito de estupro


| Tempo de leitura: 3 min
Willian Fernandes Ferreira, de 21 anos, foi executado pelo ‘tribunal do crime’ no meio de um cafezal no dia 4 de fevereiro de 2015
Willian Fernandes Ferreira, de 21 anos, foi executado pelo ‘tribunal do crime’ no meio de um cafezal no dia 4 de fevereiro de 2015
Quase um ano depois, a execução do desempregado Willian Fernandes Ferreira, de 21 anos, foi esclarecida por investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Na tarde dessa terça-feira, os nomes dos acusados foram divulgados e o relatório referente ao homicídio foi acrescentado ao inquérito e ao pedido de prisão preventiva dos envolvidos.
 
Willian foi executado no meio de um cafezal no dia 4 de fevereiro de 2015. Ele foi condenado pelo “Tribunal do Crime” por supostamente ter estuprado, na companhia de um amigo, uma adolescente de 14 anos, após consumirem drogas no Jardim Luiza.
 
Segundo o delegado Márcio Garcia Murari, responsável pelas investigações, o padrasto da menina, de 31 anos, e a mãe, de 36, levaram o caso para que uma organização criminosa “julgasse” Willian pelo suposto estupro. “Ele e um amigo foram denunciados pela família da garota por tê-la estuprado após usarem drogas. Dois homens foram buscá-lo em casa e ele não retornou mais. Só foi encontrado morto, em um cafezal, com dois tiros: um no queixo e outro na testa”, disse Murari.
 
Os dois homens que a polícia aponta como os que usaram um GM Corsa para ir até a casa de Willian são Bruno Henrique Vilione, 20, e Márcio Gabriel Brandão, 22. O dono do carro, Rodrigo Pio, 32, também foi indiciado. Além deles, Ednaldo Silva, 37, e Luciano da Silva, 39, teriam participado da execução. Ambos já estão presos pelo crime de tráfico de drogas, assim como Vilione. Já o padrasto e a mãe da suposta vítima de estupro, além de Brandão, de acordo com o relatório de investigação, não foram encontrados em seus endereços.
 
Outro crime
Além da elucidação da morte de Willian Ferreira, a DIG divulgou ontem o desfecho das apurações sobre o homicídio de um servente na Vila Santa Terezinha, ocorrido em novembro do ano passado. Vânio Aparecido Elias, de 54 anos, foi morto com uma facada no tórax na chácara onde residia, na avenida Willian Azzuz. O principal suspeito, o pespontador Fransérgio Souza Martins, 37, está foragido e teve a prisão temporária decretada.
 
Segundo Murari, Fransérgio matou Vânio após uma discussão. No dia 8 de novembro, ele e um outro homem foram até a chácara onde a vítima morava, para falar a respeito de uma negociação de um caminhão entre o suspeito e uma terceira pessoa. “Pediram informações para o Vânio sobre o veículo e o responsável. Durante a conversa, um desentendimento aconteceu e isso acarretou na morte da vítima”, disse Murari.
 
Antes de ir embora com o amigo, Fransérgio teria avisado Vânio que voltaria. E, segundo a polícia, cumpriu a ameaça. Horas depois, teria retornado à chácara e desferido uma única facada no tórax do servente, que morreu no local. Ele foi encontrado horas depois e o setor de homicídios da DIG iniciou as investigações.
 
Para chegar à elucidação, os policiais contaram com depoimentos de familiares e testemunhas. Mas ainda não localizaram Fransérgio, que reside no City Petrópolis e está foragido desde a morte de Vânio. Quem tiver alguma pista ou denúncia a respeito do paradeiro do pespontador deve entrar em contato com a DIG, por meio do telefone (16) 3724-1854.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários