É hora de pechinchar e procurar as ofertas


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As perspectivas para 2016, pelo menos nestes primeiros dias, mostram que a situação de crise e recessão vivida no ano passado deve atravessar os próximos 360 dias. O mercado já deixou claro que os índices esperados para este ano devem superar tudo o que vinha sendo prognosticados até o final do ano passado. Um dado mostra bem a nossa situação atual: de acordo com pesquisas, pela primeira vez o brasileiro prioriza a necessidade de sair do vermelho em suas resoluções de ano novo, ao contrário da intenção de iniciar um regime de emagrecimento registrada em anos anteriores. A recessão próxima da depressão causou um inesperado aumento na inflação, que fechou 2015 em dos dígitos; provocou um número recorde de demissões diante da produção em queda e deixou toda a nossa economia estagnada.
 
O mês de janeiro de cada ano começa com uma grande carga de dívidas para o trabalhador comum, que precisa arcar com os gastos feitos para as festas de fim de ano, além dos impostos (como IPTU e IPVA) e do material escolar, cujos preços já estão assustando pais e estudantes. Na capital paulista, segundo o Procon (órgão de defesa do consumidor, a diferença de preços chega a 400% para o mesmo produto). A hora, atualmente, é gastar o estritamente necessário, buscando poupar para os meses bicudos que se prenunciam. No caso do material escolar, a pesquisa é fundamental, ainda mais que entram no circuito várias linhas, baseadas em filmes e desenhos animados, que embutem em seus preços o valor de royalties aos criadores, tornando o valor final bem acima do de similares sem a chamada “grife”. Diante disso, o consumidor brasileiro, precisa pesquisar, pechinchar e procurar ofertas.
 
As liquidações que grandes redes de lojas de eletrodomésticos, em sua maioria, realizam no próximo final de semana (todas começam na sexta-feira), são o termômetro da disposição do brasileiro em pagar menos pelo seu objeto do desejo, como televisores, computadores e aparelhos eletroeletrônicos. A presença de consumidores na porta do Magazine Luiza (pioneiro com sua Liquidação Fantástica, hoje seguida por diversas outras redes) mostra que não se pode mais vacilar. A busca por ofertas é uma das primeiras atitudes de quem quer comprar algo. Como se viu no ano passado, o brasileiro prefere deixar de adquirir alguma coisa caso não receba descontos. Esta é a nossa situação atual, onde não há condições de gastar mais do que se ganha, buscando ainda poupar um pouco para se valer em épocas mais difíceis. É uma pena que nossos governos (federal, estaduais e municipais) ainda não entenderam isso.
 
 
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