Quase um ano depois, a execução do desempregado Willian Fernandes Ferreira, de 21 anos, foi esclarecida por investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). Na tarde desta terça-feira, os nomes dos acusados foram divulgados e o relatório referente ao homicídio foi acrescentado ao inquérito e ao pedido de prisão preventiva dos envolvidos.
Willian foi executado no meio de um cafezal no dia 4 de fevereiro de 2015. Ele foi “condenado” pelo Tribunal do Crime por supostamente ter estuprado, na companhia de um amigo, uma adolescente de 14 anos, após consumirem drogas no Jardim Luiza.
Segundo o delegado Márcio Garcia Murari, que comandou as investigações, o padrasto da menina, de 31 anos, e a mãe, de 36, levaram o caso para que uma organização criminosa julgasse Willian pelo suposto estupro. “Ele e um amigo foram denunciados pela família da garota por tê-la estuprado após usarem drogas. Dois homens foram buscá-lo em casa e ele não retornou mais. Só foi encontrado morto, em um cafezal, com dois tiros: um no queixo e outro na testa”, disse Murari.
Os dois homens que a polícia aponta como quem usou um GM Corsa para ir até a casa de Willian são Bruno Henrique Vilione, 20, e Márcio Gabriel Brandão, 22. O dono do carro, Rodrigo Pio, 32, também foi indiciado. Além deles, Ednaldo Silva, 37, e Luciano da Silva, 39, teriam participado da execução. Ambos já estão presos pelo crime de tráfico de drogas, assim como Bruno. Já o padrasto e a mãe da suposta vítima de estupro, além de Brandão, de acordo com o relatório de investigação, não foram encontrados em seus endereços.
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