Empresário arrebenta porta do Hospital Regional para filha ser atendida


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Porta de acesso aos consultórios da emergência do Hospital Regional, que foi danificada pelo empresário, no domingo
Porta de acesso aos consultórios da emergência do Hospital Regional, que foi danificada pelo empresário, no domingo

Um empresário de 36 anos se exaltou, danificou uma porta e ameaçou duas médicas, sendo que uma está grávida, no Hospital Regional. O caso, ocorrido na tarde de domingo, foi motivado após ele não conseguir atendimento para sua filha de 6 anos.

 
O homem chegou à emergência com sua filha desmaiada para atendimento médico. Após ser informado de que o convênio havia sido cancelado, se irritou e chutou a porta que dá acesso aos consultórios. Ao chegar a um deles, se deparou com uma médica, grávida de 3 meses, que foi atender a criança.
 
Segundo o pai, a médica estava examinando sua filha quando um funcionário chegou e disse que o atendimento não podia continuar. “Fiquei desesperado porque não me imagino sem minha filha, que precisava de atendimento, e isso estava sendo negado. Por isso, entrei no hospital e danifiquei a porta para passar. Encontrei a médica no refeitório, comendo. Ela nos atendeu depois que tirei um funcionário da sala e a polícia chegou”, disse.
 
De acordo com o empresário, o plano não estava cancelado. “Tive convênio por 15 anos. No ano passado, migrou e venceu dia 31. Eu precisava pegar um documento nesta segunda-feira para dar continuidade, mas minha filha passou mal no domingo.”
 
Na tarde de ontem, o Hospital Regional se pronunciou sobre o caso. “A titular do plano de saúde integra um contrato coletivo, cuja empresa informou à cliente que seu plano teria cobertura até 31 de dezembro. Assim sendo, o cliente foi orientado a procurar a rede pública, visto que o caso não era de urgência”, informaram os responsáveis, através de uma nota.
 
Ainda segundo o hospital, o empresário “agiu de forma intempestiva e violenta, quebrando e arrombando a porta de acesso aos consultórios com um chute”. Além disso, conforme o comunicado, o pai coagiu duas médicas a atenderem sua filha. “Foi constatado que era uma dor abdominal, sem febre, sem vômitos ou diarreia, sem distensão, com sinais vitais normais. Portanto, não houve negativa de atendimento.”
 
A ocorrência foi registrada no Plantão como dano, devido ao estrago na porta, e será investigada pelo 1º DP.

Versão do hospital: 

O Hospital e Maternidade Regional lamenta o ocorrido e esclarece, por meio de sua Assessoria de Imprensa, o que se segue.

A titular do plano de saúde integra um contrato coletivo, cuja empresa informou à cliente que seu plano teria cobertura até 31/12/2015. Procurando a Operadora de Planos de saúde do Hospital Regional, a cliente foi informada em 14/12/15, sobre a necessidade de um documento da empresa de origem, para que a Operadora procedesse à continuidade. Sem mais retornar à Operadora, o esposo da cliente buscou atendimento à sua filha em 03/01/16, data em que tinha ciência de que a cobertura teria cessado, por não ter se manifestado quanto à continuidade do Plano de Saúde. O Hospital Regional presta serviços médicos à Operadora, mas não efetua venda ou cadastro de beneficiários e mesmo que o atendente do Hospital soubesse do histórico do dia 14/12/15, sem um documento assinado por esse beneficiário (aceitando os serviços de planos de saúde) não poderia prestar atendimento através de tal convênio. Assim sendo, o cliente (esposo da titular) foi orientado a procurar a rede pública, visto que o caso não era de urgência ou emergência, pois, se assim fosse, os serviços seriam prestados até estabilizar o paciente para possibilitar a sua remoção..

Diante de tal orientação, o esposo da cliente agiu de forma intempestiva e violenta, quebrando e arrombando a porta de acesso aos consultórios pediátricos, com um chute, invadiu o recinto onde as pediatras estavam, coagindo-as a atender sua filha, empurrando e expulsando do consultórios os funcionários que tentavam esclarecer a situação, fechando a porta e forçando o atendimento.

As duas médicas examinaram a criança, constatando que ela queixava-se de uma dor abdominal, sem indícios de urgência (sem febre, sem vômitos ou diarreia, sem distensão, com sinais vitais normais), portanto, não houve negativa de atendimento.

Tal comportamento é inadmissível! Colocou em situação de fragilidade os profissionais da saúde. Existem muitas maneiras de se resolver essa situação e certamente violência não é uma delas, mas nossa Instituição se mantém ética e séria, mesmo diante desse cenário. Entendemos como um caso isolado que não retrata o perfil de nosso cliente.

 
 

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