Após excessos no fim de ano, ‘negociar’ vira ordem em janeiro


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Imagem de arquivo meramente ilustrativa
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Com o pé fora do freio em dezembro, as contas de janeiro podem se tornar um problema para quem não se planejou e deixou “ir embora” o dinheiro extra do fim de ano se esquecendo de que, neste mês, acumulam-se contas como IPVA, IPTU, matrícula e materiais escolares - além da fatura do cartão de crédito. A dica de especialistas para sobrevier a esse período é se organizar.

De acordo com o economista Donizeti Tridico, esse é o momento, para quem não o fez, de elaborar um planejamento financeiro. “Agora é o momento de administrar as contas, apertar pra valer. É o contraponto dos excessos do fim de ano. É necessário diminuir o máximo de dívidas com juros elevados e de longo prazo”, afirmou.

Segundo o economista, não pagar, por exemplo, o IPVA é uma estratégia ruim, já que a quitação proporciona desconto de 3% enquanto o atraso gera multa de 0,33% por dia e juros de mora com base na taxa Selic. Sem contar que, passados 60 dias do vencimento, o percentual da multa sobe para 20% sobre o valor do imposto.

Quanto ao cartão de crédito e as matrículas escolares, a palavra de ordem é negociar. Tentar uma linha de crédito com juros mais baratos para quitar o primeiro e promover diálogos com a escola são caminhos que podem ser seguidos para não passar 2016 inteiro no sufoco. 

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