Que 2015 foi um dos piores anos para o brasileiro, ninguém tem dúvidas. Por causa da crise econômica que atravessou o ano, aliada a uma crise institucional que praticamente paralisou o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, o Brasil passou 2015 acompanhando os desdobramentos da operação Lava Jato, que descobriu uma das maiores fraudes alimentadas pela corrupção de nossa história. De acordo com o levantado pela Justiça Federal, conforme os levantamentos feitos pela PF, nunca se roubou tanto do País como nas últimas duas décadas. Foi dinheiro sonegado à Saúde, que continua relegando os brasileiros a um serviço da pior qualidade; à Educação, que detém os piores índices em rankings globais; e à infraestrutura, sujeita a projetos megalômanos, superfaturamento de custos e execução a passos de tartaruga.
Em que pesem os índices de inflação terem estourado, o desemprego atingido milhões de brasileiros que acreditavam numa estabilidade prometida por Dilma Rousseff (PT) na campanha que lhe deu um novo mandato e na estagnação da produção industrial, que colocou o Brasil numa crise econômica sem precedentes, 2015 ainda teve algo a destacar. Nunca se viu tantos empresários presos, ao lado de corruptos que se valiam de seus cargos para delinquir e locupletar, e políticos, com e sem mandato. Diversos esquemas de enriquecimento ilícito estão sendo desvendados, com as investigações chegando perto de figuras como o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Praticamente metade dos nossos legisladores eleitos está na mira das investigações e, se houver celeridade do STF (Supremo Tribunal Federal), podem perder o cargo, saindo pelas portas dos fundos de nossa história.
Que 2016 seja o nosso ano de redenção, dando-nos a oportunidade de ver na cadeia todos aqueles que roubaram e se beneficiaram dos esquemas fraudulentos criados para desviar para bolsos alheios o dinheiro dos impostos que deveriam estar beneficiando a maioria da população brasileira que depende dos serviços públicos. Que 2016 seja o ano em que todos nós, eleitores, aprendamos com as lições dos anos anteriores e passemos a utilizar o nosso voto para fazer uma verdadeira revolução, esta sim democrática, no sentido de causar uma transformação em todos os níveis da nossa administração pública. Que votemos com consciência e verdadeiro espírito cívico, permitindo que uma nova classe política tenha condições de recolocar o Brasil nos trilhos dos quais nunca deveria ter saído. Este, com certeza, é o desejo e a intenção da maioria do povo brasileiro. Que permaneça assim na hora do voto.
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