Pombos infestam bairros de Franca


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Perigo por perto: pombos infestam a praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Franca
Perigo por perto: pombos infestam a praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Franca
Os pombos estão se transformando em um grande problema para a cidade. Com superpopulação, a ave é hoje uma das pragas urbanas que mais incomodam os francanos. Neste ano, a Vigilância em Saúde registrou 54 reclamações relacionadas com pombos, uma média de quase uma por semana. Não há dados específicos sobre o número exato deste tipo de pássaro em Franca, mas algumas áreas como Vila Formosa, Centro, Complexo Aeroporto, Vila Aparecida e Cidade Nova são as mais infestadas. 
 
Segundo o diretor da Vigilância, José Conrado Netto, os pombos ficam em nas áreas urbanas por causa da facilidade em encontrar alimentos e abrigos. “Eles são uma praga de difícil controle. Geralmente vivem em praças, torres de igreja, beirais e forros de casas, parques e em grandes construções”.
 
Em ambiente urbano, os pombos tem um ciclo de vida de três a cinco anos e se reproduzem em grande velocidade. “A fêmea faz os ninhos com materiais que encontra na redondeza de seus abrigos. Põe de um a dois ovos que são incubados por um período de 17 a 19 dias. No nosso clima, em boas condições de abrigo e alimento, podem ter de 4 a 6 ninhadas por ano”.
 
Segundo Netto, o maior problema é que os pombos podem transmitir doenças como a criptococose, histoplasmose e ornitose, que são transmitidas por meio da inalação de poeira contendo fezes secas de pombos contaminadas por fungos. “Elas comprometem o aparelho respiratório e podem também afetar o sistema nervoso central. A salmonelose, causada pela salmonela, também pode ser transmitida pela ingestão de alimentos contaminados por fezes de pombos”.
 
Para combater essas aves, só nos prédios da Secretaria Municipal de Educação (escolas e creches) são gastos por ano cerca de R$ 300 mil em materiais por ano, segundo Netto. 
 
Quando há uma reclamação por parte da população, uma equipe da Vigilância Ambiental vai até o local e realiza uma vistoria para constatar o problema e fazer orientação ao morador com as medidas que devem ser adotadas para evitar condições propícias ao abrigo e proliferação destas aves. “Entre as formas mais eficazes de combate, está a construção de barreiras físicas para dificultar a construção de ninhos e abrigos, repelindo-os sem ferir ou matar”.
 
Para o diretor, medidas simples também podem ajudar. “A população deve entender que o hábito de fornecer alimentos para pombos acarreta desequilíbrio populacional com proliferação excessiva dessas aves, desencadeando problemas para o meio ambiente e afetando a qualidade de vida das pessoas”. 
 
Entre as medidas de curto prazo que podem ser tomadas para evitar a presença de pombos estão: a instalação de desestabilizadores de pouso em marquises; a modificação física da superfície de pouso quanto ao ângulo de inclinação; a vedação de vãos de acesso em forros de telhado, desvãos, saídas de tubulações de serviço e outros espaços; a utilização de telas protetoras; o emprego de elementos assustadores visuais (manequins de predadores e de estruturas refletoras) ou auditivos (como chacoalhar de estruturas metálicas).
 
 

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