Cerca de 350 pessoas compareceram, na manhã de ontem, ao evento de entrega das chaves dos apartamentos que compõem o Residencial Rubi I, localizado na Chácara São Paulo, próxima ao bairro Santa Efigênia. Embora os proprietários já possam abrir suas portas, a mudança efetiva só terá início na próxima semana, conforme explicou o síndico do local, Aristeu Ribas dos Santos.
“A partir de segunda-feira, quem já quiser se mudar pode me ligar que eu vou começar a organizar os dias e horários, para evitar bagunça”, disse. A Prefeitura confirmou que haverá um esquema de ocupação gradativa.
A notícia foi recebida com certa frustração por parte dos moradores, que há mais de um ano - desde que teve início a construção das moradias - esperam para sair do aluguel. “Pensamos que já passariam a escala de mudança hoje (ontem) mesmo. Já queríamos sair de lá sabendo quando vamos poder mudar em vez de ter que ficar ligando”, disse uma das proprietárias, Franciely Neves.
A ansiedade pela mudança é compreensível. A maioria dos entrevistados relatou que passarão a investir em sua casa própria, abandonando aluguéis. Franciely, por exemplo, trocará uma despesa mensal de R$ 450 para uma prestação de R$ 45.
Financiado pelos programas sociais Minha Casa, Minha Vida e Casa Paulista, o empreendimento, que deve abrigar aproximadamente 600 pessoas, custou cerca de R$ 12,8 milhões, sendo o aporte do Estado R$ 1,6 milhão e o restante da União. “O Casa Paulista apoia o Minha Casa, Minha Vida em empreendimentos cujo dinheiro federal não é suficiente para ‘fechar a conta’. Em Franca (contabilizando as 1.062 moradias do Bernardino Pucci e Copacabana I, II e III), investimos cerca de R$ 11 milhões”, disse o secretário de Estado da Habitação, Rodrigo Garcia.
O residencial
Composto por 160 moradias populares, o Residencial Rubi I conta com quadra poliesportiva, playground e centro comunitário. Os apartamentos medem 42,88 metros quadrados, possuem dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço, e as prestações impostas aos mutuários variam de R$ 25 a R$ 80.
“É difícil expressar o que estamos sentindo. Eu, mãe solteira, com quatro filhos, quando iria sonhar em ter minha casa própria?”, disse a proprietária que representou os mutuários na cerimônia de entrega, Cassandra Aparecida Alves. “Disseram que essa pudesse ser a maior conquista de nossas vidas e eu digo que ‘pode ser’ não: essa ‘é’ a maior conquista de nossas vidas. Com o dinheiro que pagava aluguel, poderei investir na educação dos meus filhos e ter uma alimentação melhor.”
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