Um grupo de taxistas agrediu com socos e pontapés integrantes de uma equipe de reportagem da TV Globo em meio a um protesto contra a proposta de regulamentação do aplicativo Uber. A agressão ocorreu na manhã desta terça (29), em frente à Prefeitura de São Paulo.
Aos gritos de "fora Globo", taxistas cercaram a equipe e agrediram o repórter Jean Raupp, um cinegrafista e um auxiliar de imagens. Eles acompanhavam o bloqueio do viaduto do Chá por taxistas. Após as agressões, taxistas seguiram o repórter por alguns metros, enquanto integrantes da Guarda Civil Metropolitana apenas observavam a cena. A equipe de reportagem entrou no carro da emissora e deixou o local.
Em nota, a Globo informou que "cobre o caso, desde o seu início, com isenção e correção" e que "repudia qualquer tipo de hostilidade que impeça a transmissão da notícia ao espectador". Presidente do Sinditaxi (Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo), Natalício Bezerra condenou a agressão. "Não tem motivo nenhum para agredir jornalista. Ele está ali para cumprir o trabalho dele e nenhum motorista tem motivo para bater nele."
Além do protesto no viaduto do Chá, na região central, os taxistas também bloquearam, no início da tarde, por cerca de 50 minutos, o acesso ao aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital paulista. O empresário Ronaldo Camilo, 30, ficou cerca de uma hora esperando o pai buscá-lo no desembarque do aeroporto. Ele e outras cerca de cem pessoas se aglomeraram no local devido ao protesto. Camilo, que acabava de chegar do Rio de Janeiro, disse que concorda em parte com o ato. "Acho que eles estão certos por protestar contra o governo, mas errados contra o aplicativo. O governo deve dar incentivo a eles, mas o Uber não tem nada com isso."
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