Prefeito é visto com desconfiança metade dos eleitores


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Alexandre Ferreira encerra o primeiro mandato como prefeito em Franca no próximo ano
Alexandre Ferreira encerra o primeiro mandato como prefeito em Franca no próximo ano
Uma pesquisa feita pelo Instituto Datalink, encomendada pelo GCN Comunicação, mostra que mais da metade dos francanos desconfiam do atual prefeito.
 
Aos entrevistados foram dadas as seguintes opções para reponder sobre o quanto confiam no prefeito: “confia muito”, “confia pouco”, “desconfia muito”, “desconfia pouco” ou “não confia nem desconfia” de Alexandre Ferreira. 
 
Somando os que “desconfiam muito” e os que “desconfiam um pouco” chega-se a 50,9% de francanos que perderam a confiança na atual administração (veja os números em detalhes no quadro nesta página).
 
Apenas 19,2% dos entrevistados disseram “confiar um pouco” (15%) e “confiar muito” (4,25%) no atual prefeito. Os outros 29,5% se mantiveram neutros e disseram que “nem confiam nem desconfiam” de Alexandre Ferreira 
 
A falta de credibilidade tem relação direta com as suspeitas de envolvimento do prefeito em casos de desvio de recursos. Só neste ano, Alexandre se tornou réu em quatro ações judiciais movidas pelo Ministério Público.
 
Na primeira delas, é acusado de participar de um esquema de desvio de recursos nas obras de creches da cidade. Segundo o MP, haveria um conluio para que o município pagasse a empreiteiros valores de serviços ainda não realizados. Só em uma das obras o prejuízo ultrapassaria a casa dos R$ 500 mil.
 
Três meses depois, Alexandre foi acusado de tentar favorecer curtumes da cidade, transferindo para o município responsabilidades sobre o sistema de tratamento de resíduos que seriam dos empresários. 
 
Alexandre também é acusado de favorecer uma empresa de fachada em uma concorrência da Prefeitura. Mesmo contra os pareceres da Procuradoria do Município e da Copel (Comissão Permanente de Licitações), ele contratou a referida empresa para fazer o serviço de coleta de animais na cidade. A Justiça mandou suspender o contrato assinado por Alexandre. 
 
Por fim, mais recentemente, se tornou réu em uma ação milionária em que o Ministério Público cobra responsabilidades sobre a contratação irregular do ICV (Instituto Ciências da Vida) para gerenciar os atendimentos médicos no Pronto-socorro “Álvaro Azzuz”. A empresa seria a responsável pela contratação de nove falsos médicos. O caso ainda não foi julgado. 
 
A pesquisa ouviu 400 eleitores entre os dias 8 e 13 de dezembro. Todos com idades superiores a 16 e moradores de 10 bairros da cidade. 

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