Trabalhadores das obras do novo sistema de captação do rio Sapucaí-Mirim voltaram a protestar contra a falta de pagamento. Ontem, as obras foram paralisadas devido ao atraso na remuneração da quinzena, da segunda parcela do 13º salário e de horas extras. O pagamento deveria ter sido realizado pela construtora Gomes Lourenço, no dia 20 de dezembro, e as horas extras foram pagas de forma incompleta, segundo os funcionários.
Ontem, 12 pessoas protestaram nas obras próximas à rodovia RioNegro e Solimões, mas de acordo com os empregados, cerca de 80 estão sem receber. A construtora foi contratada pela Sabesp.
Os funcionários entrarão em recesso hoje e devem retornar no dia 4 de janeiro, data que planejam uma nova paralisação se não forem pagos. “Agora vamos passar o fim de ano sem dinheiro, estão tratando a gente como bicho, não dão nenhuma satisfação”, disse o motorista de 51 anos, que pediu para não ser identificado.
A reportagem entrou em contato com o escritório da construtora em Franca e os responsáveis prometeram um retorno, mas nenhum contato foi feito até o fechamento desta edição. Ligações também foram feitas para a matriz de Cotia, mas ninguém atendeu. Segundo a filial de Franca, a unidade paulista está de férias.
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